A Universidade Politécnica de Tomar, oficializada a 1 de agosto após a acreditação institucional máxima atribuída pela A3ES, entra numa nova fase de expansão com a construção do novo campus da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA). A transformação do antigo Instituto Politécnico de Tomar em universidade representa um marco para o ensino superior no Médio Tejo, reforçando a capacidade da região para atrair estudantes, fixar talento e criar novas oportunidades de desenvolvimento científico e económico.
O novo campus da ESTA está a ser construído pelo Município de Abrantes, no Parque de Ciência e Tecnologia, através da remodelação e ampliação dos antigos pavilhões industriais E8 e E9. A empreitada, financiada pelo Fundo para uma Transição Justa, representa um investimento de cerca de oito milhões de euros e permitirá concentrar num único espaço todas as valências da escola. O complexo terá capacidade para cerca de mil estudantes e incluirá 17 salas de aula, salas de informática e edição, biblioteca, espaços de estudo e convívio, serviços académicos, posto médico e uma cantina/cafetaria com 191 lugares.
O investimento é complementado pela nova residência de estudantes de Abrantes, atualmente em fase de conclusão, que disponibilizará 55 camas através da reabilitação de um edifício junto à Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes. Paralelamente, a Universidade Politécnica de Tomar abrirá também este ano uma nova residência em Tomar, situada na Avenida Cândido Madureira.
Segundo a instituição, estes investimentos “antecipam as necessidades decorrentes da nova dimensão da universidade, criando condições para aumentar a capacidade de atração de estudantes nacionais e internacionais, reforçar a oferta de alojamento e consolidar Abrantes como um polo de ensino superior e inovação”.
A transição para universidade, aliada ao reforço das infraestruturas, é vista como um instrumento decisivo para enfrentar os desafios demográficos da região, captar população jovem, promover a qualificação dos recursos humanos e criar condições para a retenção de mão de obra especializada — fatores essenciais para aumentar a competitividade das empresas e potenciar a criação de emprego no Médio Tejo.


















