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A Guarda Nacional Republicana (GNR) assinalou esta segunda-feira, 20 de outubro, o Dia Mundial de Combate ao Bullying, destacando o trabalho de prevenção e sensibilização desenvolvido nas escolas e alertando para a necessidade de reforçar o combate à violência e intimidação em contexto escolar.

De acordo com os dados divulgados pela GNR, durante o ano letivo de 2025/2026 foram realizadas 1.845 ações de sensibilização sobre bullying, que abrangeram 67.117 crianças e jovens. O número representa um aumento superior a 23% face ao ano letivo anterior.

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A Guarda revelou ainda que, em 2026, foram registados 1.657 crimes em ambiente escolar nas áreas da sua responsabilidade. Entre as ocorrências analisadas, foram identificados 72 casos associados a práticas de bullying e seis relacionados com ciberbullying.

No caso do bullying, os distritos com mais registos foram Setúbal, com 10 ocorrências, Porto com nove, Castelo Branco e Lisboa com oito cada, e Santarém com sete. Quanto ao ciberbullying, foram assinalados seis casos, distribuídos pelos distritos de Braga, Setúbal, Porto e Santarém.

A GNR recorda que o bullying e o ciberbullying não constituem crimes autónomos na legislação portuguesa, estando habitualmente associados a ilícitos como ofensas à integridade física, injúrias, ameaças ou coação.

No comunicado divulgado, a Guarda alerta para a importância de pais, professores e cuidadores estarem atentos a sinais de alerta, como alterações de comportamento, ansiedade, isolamento, perturbações do sono ou queixas físicas recorrentes.

A força de segurança sublinha igualmente a importância da saúde mental dos jovens, defendendo o papel da família, das escolas e dos profissionais especializados na prevenção destas situações e no apoio às vítimas.

Entre os conselhos deixados pela GNR estão a denúncia de situações de bullying, o incentivo a comportamentos de respeito e inclusão, a preservação de provas em situações de ciberbullying e a procura de ajuda junto de adultos de confiança.

A GNR afirma que a segurança em meio escolar continua a ser uma prioridade estratégica, garantindo a continuidade das ações de sensibilização e do acompanhamento às vítimas através das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário.

Foto Ilustrativa

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