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  1. O que destaca no seu programa (No máximo de 3000 carateres)

Em primeiro lugar, importa referir que mais do que um programa, a nossa candidatura contruiu um plano de ação, pois acreditamos que todas as medidas que apresentamos são, de facto, exequíveis e para executar, se formos eleitos. Para tal, tivemos a preocupação de estudar o contexto atual e propor apenas aquilo que temos a certeza que irá beneficiar a cidade e os seus habitantes. Este plano constitui um plano alternativo de governação e todo ele merece destaque. É um plano completo que se interliga por forma a concretizar uma cidade +Segura, +Cultural, +Sustentável, +Verde, +Inclusiva, +Cuidada, +Justa, +Smart, +Próspera. Ainda assim, quero destacar algumas das medidas.

A falta de segurança é, para nós, um problema real e é por isso que propomos implementar um sistema de videovigilância que seja dissuasor da atividade criminosa. Nesta área, propomos ainda a criação do gabinete municipal de apoio às vítimas de crimes, seja qual for o tipo de crime, um local seguro e sem pressões, onde, em articulação com o Ministério Público, a vítima possa apresentar queixa, receber apoio jurídico e apoio psicológico. É fundamental que as vítimas apresentem queixa e possam saber os passos seguintes. Este gabinete será a solução. Quanto à Esquadra e à PSP, seremos bastante incisivos com o MAI e iremos exigir a agilização do processo da esquadra, o reforço de meios e a nomeação por 3 anos de um comandante de esquadra.

Na área do ambiente, temos de começar a intervir de maneira a que a cidade seja sustentável. Por isso, queremos criar um regulamento para que adequadamente se possam plantar mais árvores na nossa malha urbana, mas árvores autóctones, que permitam dar sombra, baixar a temperatura e preservar o ambiente. Uma gestão eficaz das águas é também importante, seja ela a água potável, seja as águas da chuva e as águas limpas da ETAR que devem ser reaproveitadas.

A cultura é algo que temos de valorizar, criando uma agenda estruturada e diversificada que integre agentes culturais locais e espetáculos de relevância nacional, dando um novo fôlego ao Centro Cultural com a criação do Entroncamento Factory, um lugar para a diversidade cultural, artes urbanas, mas sem esquecer as nossas raízes, criando ateliers para os nossos artistas e artesãos.

Queremos alargar a cultura ao Parque Verde do Bonito com um programa adequado, tornando-o num espaço ainda mais convidativo. Claro que este terá de ser concluído: o parque de merendas, o jardim infantil, são fundamentais. É ainda para nós uma ambição ter na albufeira do Bonito uma água mais limpa e tudo faremos para o concretizar.

Pretendo também destacar a requalificação da zona dos Casais Formigos e dos Foros da Lameira, é algo que já devia ter acontecido há anos, e continuamos a “empurrar com a barriga”. É necessário dotar a zona de infraestruturas para o saneamento e requalificar estradas e arruamentos. A estrada dos Foros da Lameira é essencial à circulação no Entroncamento.

No que concerne à mobilidade, para além de pretendermos mais fluidez no trânsito na nossa cidade, queremos ainda reverter a concessão da Zona A e transformar a zona centro numa zona de estacionamento amigo do comércio e dos residentes, implementando um modelo de estacionamento justo e garantindo a rotatividade.

Temos medidas para que se fixem jovens na nossa cidade: devolver em vales a participação municipal no IRS e criar condições propícias à constituição de famílias, incentivando a natalidade.

Já o comércio carece de cuidados urgentes. Queremos dar uma nova vida à Rua Luís Falcão de Sommer, requalificá-la, colocando árvores, colocando alguns espaços infantis, requalificando esplanadas e criando condições para a fixação de novos espaços comerciais.

Por último, pretendia destacar a criação do Portal Municipal da Transparência, fazer da nossa gestão uma gestão publica e que qualquer cidadão pode aferir.

  1. Porque acha que deve ser eleito

Falar em causa própria nunca é fácil. Contudo, há alguns pontos que é importante frisar. A nossa equipa constituiu-se de pessoas que acreditam no Entroncamento. É por isso que somos verdadeiramente a Alternativa. Depois de 12 anos de uma governação PSD, contamos já com 8 anos de uma governação PS, e, ao longo de todos estes anos, os problemas foram-se somando. Temos definitivamente o melhor programa. Acreditamos que as pessoas querem uma cidade onde podem sair e circular em segurança, uma cidade planeada, organizada e limpa, uma cidade atrativa à fixação de empresas, uma cidade com uma oferta cultural de referência, uma cidade que privilegia os espaços verdes, uma cidade onde o associativismo é incentivado e apoiado sem distinções, uma cidade digital e conectada ao futuro.

Devemos ser eleitos para fazer diferente do que foi feito até aqui. Enquanto oposição, temos provas dadas de que não somos populistas, muito menos irrealistas, como outros o são. Somos pessoas que moram na cidade e que a vivem diariamente. Estamos aqui há anos junto das pessoas, a ouvi-las e a tentar melhorar a sua vida. Ainda nestes dias, os encarregados de educação receberam um vale de 25 euros para descontar no material escolar: foi uma medida nossa, negociada com este executivo. Se assim é enquanto oposição, quanto mais será enquanto poder.

Devemos ser eleitos porque somos a candidatura que pensa nas famílias e que as quer valorizar.

Devemos ser eleitos porque somos aqueles que, há alguns anos, fizemos o diagnóstico do estado de coisas no Entroncamento, previmos o evoluir da situação e tudo tentámos, dentro do que estava ao nosso alcance, para alterar rumo que nos conduziu à atualidade.

Devemos ser eleitos porque fomos a única oposição digna desse nome.

Devemos ser eleitos porque está na hora de mudar realmente a nossa cidade e de fazer dela um verdadeiro lugar para as pessoas.

  1. O que faltou fazer no último mandato

Alguém perto de mim diz que podemos ter todos os ingredientes para um bom bolo, mas, se não o fizermos, não teremos bolo. Foi isto que faltou no último mandato: tinham um programa, tinham pessoas, mas faltou a capacidade para cumprir o que foi prometido. A pandemia não serve de desculpa para tudo.

Faltou engenho para governar a nossa cidade para além das medidas económicas. Foram levadas a cabo algumas obras lançadas ainda no anterior mandato com fundos comunitários. Porém, havia necessidade de ir mais além. Para dar um exemplo, onde está a prometida nova Biblioteca Municipal? Não saiu do papel. Porquê? Talvez para poderem prometer novamente a sua construção, este ano. Foram incapazes de agilizar o processo de construção da nova esquadra e de interceder junto do MAI para que o efetivo policial pudesse ser reforçado. Não souberam devolver à cidade o movimento necessário, deixaram o valor imobiliário cair, com todos os problemas que daí advêm. Houve falta de ambição na cultura. Falta de ambição ou de capacidade. Faltou limpeza ordenada. Faltou exigir o cumprimento dos contratos das obras, de tal modo que, ainda hoje, temos ruas por pavimentar após 4 meses de obras paradas.

A cidade precisa de quem cuide dela, de quem olhe para os problemas do dia-a-dia. A cidade precisa de presidentes e vereadores que saiam dos gabinetes, que escutem as pessoas, que percebam o que é necessário.

Faltou dar vida ao Entroncamento.

  1. O Entroncamento é uma cidade segura?

O Entroncamento foi uma cidade segura no passado. Neste momento, atravessa uma situação crescente de insegurança. O problema já se arrasta há vários anos. Sempre tivemos focos de criminalidade, mas sempre controlados.

Nos dias de hoje, constatamos que o número de crimes tem vindo a aumentar, mas, ainda assim, tal não se reflete num aumento da taxa de criminalidade. Na realidade, muitos são os casos em que não é apresentada qualquer queixa, seja por medo, por incapacidade financeira ou por descrédito no sistema judicial. Se não há queixas, quem comanda a PSP Nacional não irá olhar para o Entroncamento como um local que carece de reforço do efetivo. A solução passa por uma das nossas propostas, a criação do gabinete municipal de apoio às vítimas de crimes. Por outro lado, é necessário reforçar e rejuvenescer o efetivo da esquadra da PSP.

Este é um problema para o qual o CDS-PP Entroncamento vem alertando há vários anos. Há quem descubra este problema de 4 em 4 anos, durante 2 meses, e quem, no espaço de 2 anos, passou de considerar o Entroncamento a cidade mais segura do Médio Tejo para a considerar uma cidade que necessita de intervenção neste âmbito. A nossa preocupação vem de há muito, não por populismo ou oportunismo, como alguns, em tempos, insistiam em afirmar. No entanto, agora assumem a mesma posição. A nossa preocupação vem de conhecer a realidade da cidade, porque aqui vivemos e trabalhamos e porque nos preocupamos com ela, não com os calendários eleitorais.

Neste momento, o Entroncamento é inseguro.

  1. Se for eleito, qual é a primeira medida que vai tomar

É algo redutor referirmo-nos a uma primeira medida. Obviamente que temos medidas que pretendemos tomar nos primeiros dias. Para nós, há um conjunto de situações que são prementes e sobre as quais temos de atuar de imediato.

A primeira medida é marcar uma reunião conjunta com o MAI e com os Comandos da PSP local, distrital e nacional, com o objetivo de mudar o mais rapidamente possível as situações da esquadra do Entroncamento e do respetivo efetivo.

Consideramos ainda fundamental, reunir, logo nos primeiros dias, com todos os funcionários do município para os poder ouvir e mostrar qual a nossa visão para o mandato. Igualmente importante é elaborar, desde logo, um plano para a eliminação de barreiras arquitetónicas, possibilitando condições de mobilidade a quem tem dificuldades motoras.

  1. O que é prioritário mudar na cidade?

Creio que é prioritário mudar, na nossa cidade, a abordagem ao ambiente. É necessário que os parques verdes sejam isso mesmo, verdes, e com condições para as famílias poderem usufruir deles. Dou como exemplos o Jardim 24 de Novembro, que de jardim já pouco lhe resta, e o Jardim Parque Dr. José Pereira Caldas (Jardim da Aranha), que, com a recente “remodelação”, deixou de ter condições para as crianças.

É urgente intervir na cultura, temos de ter uma agenda cultural eclética, que crie e atraia público. Temos também de mudar a abordagem ao comércio local, criando condições que permitam dinamizá-lo.

Dentro das nossas prioridades, situamos também a necessidade de reabilitar a zona dos Casais Formigos e dos Foros da Lameira, dignificando uma das entradas da cidade. Saneamento e ordenamento são vitais.

  1. A Covid-19 foi (está a ser) bem combatida na cidade?

Graças a Deus que estamos aparentemente a chegar ao fim desta pandemia.

Neste tema, não pretendo fazer dele campanha, mas, colocada a pergunta, vou expressar a minha posição acerca do tema.

Ninguém estava preparado para esta pandemia. Não havia a noção do que era viver este tipo de situação e ninguém tinha capacidade e conhecimento para responder eficazmente.

O nosso município, devido à sua situação geográfica e devido à pendulação de pessoas com a capital, tinha tudo para ter tido muitos mais casos do que aqueles que teve. Contudo, tal deve-se aos cuidados, quer dos entroncamentenses, quer dos nossos visitantes.

Quanto aos apoios, ou à falta deles, no fim da pandemia, teremos de proceder a uma avaliação séria. Não podemos esquecer que se cancelou as Festas da Cidade e de São João por dois anos e que o valor que lhes estava atribuído se destinou aos apoios e ao combate à pandemia. Será necessário compreender se estes montantes foram bem alocados e se constituíram apoios efetivos às famílias e aos comerciantes.

No entanto, podemos afirmar que muito se deixou de fazer com o pretexto pandemia e, em diversas áreas, muito mais havia a ser feito.

  1. O recente aumento da procura da cidade para viver, faz crer que o Entroncamento continuará a ser uma cidade-dormitório?

Nós pretendemos que a cidade realmente atraia pessoas que queiram cá viver e trabalhar e não apenas cá morar. Para tal, é premente criar emprego de qualidade na nossa cidade, bem como criar condições que permitam que as pessoas usufruam de qualidade de vida.

A redução do preço do passe do comboio entre Lisboa e o Entroncamento foi algo que veio potenciar a procura de habitação. Temos de aproveitar esta oportunidade para mostrar as potencialidades da cidade, não só para viver, como para fixar empresas. Quantas empresas temos nós a abrir na área das novas tecnologias?

Connosco, o Entroncamento não será um dormitório, será o local de escolha para quem quer criar rendimento e ter qualidade de vida.

As nossas ARUs foram ineficazmente divulgadas aos proprietários de imóveis no Entroncamento, tendo sido desperdiçada esta oportunidade para a reabilitação do edificado. Há que criar novas condições para que tal aconteça, fixando, deste modo, pessoas e empresas.

Assim, não seremos o dormitório de Lisboa, passaremos a ser o Entroncamento, uma cidade para nascer, estudar, viver, trabalhar e envelhecer com qualidade.

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