A segurança voltou a dominar a mais recente reunião da Câmara do Entroncamento, com o presidente Nelson Cunha a confirmar que estão em curso passos formais para a criação de guardas noturnos e da futura Polícia Municipal, embora ambos os processos devam prolongar‑se no tempo.
O tema foi levantado pelos vereadores da oposição, que pediram esclarecimentos sobre o ponto de situação das medidas anunciadas pelo executivo. Ricardo Antunes questionou o andamento da implementação dos guardas noturnos, recordando que o vice‑presidente Hélder Gama já se reuniu com a Associação Nacional de Guardas Nocturnos. O vereador quis ainda saber se comerciantes, associações empresariais e empresas da zona industrial já foram envolvidos na discussão, defendendo que o Entroncamento pode vir a ser um caso‑piloto relevante nesta área.
Nelson Cunha explicou que a reunião realizada serviu para compreender o funcionamento do modelo, as competências atribuídas e os limites da atividade. Segundo o autarca, o município está a avaliar de que forma este serviço poderá responder às necessidades locais e articular‑se com a futura Polícia Municipal e com a PSP.
Também Valter Bouça pediu esclarecimentos sobre o processo de criação da Polícia Municipal, sublinhando que, cinco meses após o início do mandato, a única informação transmitida pelo executivo é a de que o dossiê está em estudo. O vereador quis ainda perceber se a estrutura funcionará 24 horas por dia e se os agentes serão armados.
Nelson Cunha respondeu que os primeiros meses de mandato têm sido dedicados a desbloquear vários processos e garantiu que a Polícia Municipal continua a ser uma prioridade. Adiantou que já existe verba cabimentada para a reabilitação da antiga esquadra da PSP, edifício onde o município pretende concentrar a futura Polícia Municipal, a Proteção Civil e o serviço de veterinária municipal.
O presidente recordou, no entanto, que a criação de uma Polícia Municipal é um procedimento complexo, que pode demorar cerca de dois anos, e insistiu que o executivo está a cumprir o calendário definido. Quanto à possibilidade de os agentes serem armados, afirmou preferir essa solução, mas defendeu que a decisão deve resultar de consenso político, dada a sensibilidade do tema.



















