Criminalidade desceu 17% no primeiro semestre de 2026 em relação ao período homólogo do ano passado
Muitas vezes criticada, também elogiada, e sendo a segurança no Entroncamento um assunto social e político latente, a PSP (Polícia de Segurança Pública) da cidade tem realizado um trabalho nos últimos três anos que passa ao lado da maior parte da população. Fonte da PSP contou ao EOL que, nestes anos e a título de exemplo, entre muitas das tarefas da força de segurança, foram condenados sete homens a penas de prisão efetiva, com idades compreendidas entre os 20 e 54 anos, penas essas que se traduziram em penas de seis a 15 anos e meio.
As condenações, nomeadamente com decisão de prisão efetiva, requerem do ministério público e de forma clara, as provas, evidências e fatos verificados que levam o tribunal a decidir dessa forma. As forças de segurança e investigação são fundamentais no apuramento dos factos e isso implica a resposta a ocorrências mas, também, todo um trabalho “invisível” de investigação, aquisição de informação e construção de processos.

O EOL (Entroncamento Online) comunicou com uma fonte da PSP, que pediu anonimato, e que nos disse que o trabalho da PSP tem sido “exemplar” lamentando o facto de “muitas vezes ficar no anonimato”, não vendo o trabalho ser reconhecido.
Segundo a mesma fonte, “O Tribunal de Santarém, nos últimos três anos, condenou sete homens com idades entre os 20 e os 54 anos a penas de prisão efetiva de seis, oito, 10, 11 anos e meio e de 15 anos e meio, pela prática de vários crimes de roubo e furto qualificado cometidos na cidade do Entroncamento”.

Tribunal de Santarém
“Os crimes foram praticados entre os anos 2023 e 2025, muitos deles com recurso a violência e dirigidos a pessoas particularmente vulneráveis, nomeadamente a idosos e jovens, havendo ainda três homens sujeitos à medida de coação de prisão preventiva a aguardar julgamento”, completa.
Nos últimos três anos, “2024 ficou particularmente marcado pela ocorrência de roubos junto ao liceu, praticados sobretudo contra estudantes, factos que provocaram enorme alarme social junto da comunidade escolar e da população em geral. As investigações da PSP do Entroncamento, permitiram identificar e deter os suspeitos, reunir prova, reconhecendo padrões de reincidência criminal, tendo sido possível associar alguns indivíduos a dezenas de crimes”.
É neste ponto que entra a “solidez” do trabalho da PSP: “As decisões judiciais decorrentes deste trabalho traduziram-se na aplicação de penas de prisão efetiva entre os 6 e os 15 anos e 6 meses, refletindo a gravidade dos factos”.
Criminalidade desce 17% no primeiro semestre de 2026
O EOL sabe que, no primeiro semestre de 2026, a criminalidade no Entroncamento desceu 17% relativamente ao período homólogo do ano passado. Na região, relativamente aos concelhos sob proteção da PSP, Tomar também viu descer a criminalidade em 3%. Noutros concelhos como, por exemplo, a criminalidade em Ourém subiu 47%, em Abrantes subiu 15% e em Torres Novas 1%.
O nível de segurança depende tanto da conduta das pessoas como do trabalho das polícias. Com a utilização abusiva das redes sociais e o empolar de situações residuais, seja individualmente, seja em grupos (por vezes ao serviço de interesses obscuros), uma das perguntas mais ouvidas é se a cidade ferroviária é insegura ou se há uma perceção errada de insegurança. Essa utilização abusiva também não ajuda o trabalho da PSP que tem, desde dezembro de 2025, uma nova e moderna esquadra (apesar dos relatos de falta de efetivos para a cidade) e é comandada pelo Comissário Fernando Abreu Santos.

Comandante Fernando Santos (esquerda da foto)
Segundo os dados da Pordata, o concelho do Entroncamento contou, em 2025, 934 crimes registados pela PSP. Na região do Médio Tejo, com atenção às diferenças no tamanho do território e número de habitantes, o Entroncamento aparece no 5.º lugar entre os 11 concelhos. Tomar (1221), Ourém (1305), Torres Novas (1012) e Abrantes (935) completam as quatro primeiras posições, em 6.º lugar surge Alcanena (347), Vila Nova da Barquinha (305), Ferreira do Zêzere (205), Mação (164), Constância (142) e Sardoal (119).
Estes dados devem ter em conta questões sociológicas e económicas que são diferentes entre os concelhos.
Texto e Fotos: Ricardo Alves



















