O Bloco de Esquerda apresentou dia 24 de janeiro na Assembleia da República a proposta de incluir no Orçamento de Estado para 2020 a Construção de uma nova travessia do rio Tejo, entre a Chamusca e a Golegã.

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda considera que esta obra estruturante para o distrito, que foi objeto de uma resolução aprovada por unanimidade na última legislatura, deve ser incluída como prioritária já para este Orçamento de Estado. (Resolução da Assembleia da República n.º 142/2018, https://dre.pt/application/conteudo/115578261, aprovada em 26 de abril de 2018).

A deputada eleita pelo Distrito de Santarém, Fabíola Cardoso, “desafia os restantes partidos, em especial os deputados eleitos pelo distrito, a passar das palavras aos atos e votar favoravelmente esta proposta a incluir no Orçamento de Estado para melhorar a vida das pessoas”.

Proposta de Aditamento

PROPOSTA DE LEI N.º 5/XIV/1.ª

ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2020

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe o aditamento do artigo XXX à Proposta de Lei, com a seguinte redação:

“Artigo XXX-º

Construção de uma nova travessia do rio Tejo, entre a Chamusca e a Golegã

O Governo dá início em 2020 às ações necessárias para assegurar a construção de uma nova travessia do rio Tejo, entre a Chamusca e a Golegã.”

Nota justificativa:

A Ponte João Joaquim Isidro dos Reis, a chamada Ponte da Chamusca, na Estrada Nacional 243, entre a Chamusca e a Golegã, no distrito de Santarém, é a via rodoviária direta entre os dois concelhos.

As duas faixas de rodagem, ao longo dos 756 metros da estrutura de ferro, foram um enorme avanço em 1909, quando a ponte foi inaugurada e abandonadas as anacrónicas barcas que asseguravam a travessia do rio Tejo.

Cento e dez anos depois, esta ponte constitui um enorme estrangulamento que impede a fluidez do tráfego e asfixia a atividade económica da região. Tem, além disto, evidentes implicações na segurança das populações, pois já ficaram imobilizadas ambulâncias, no meio de trânsito.

O problema agravou-se desde que, em 2013, se concluíram obras de requalificação da estrutura. Hoje é ainda mais difícil a circulação e o cruzamento de camiões, sendo frequentes os bloqueios por largos períodos, com enormes filas de viaturas de um e outro lado da ponte.

A solução definitiva do problema impõe a construção de uma nova ponte, há muito prevista num troço do IC3 que falta construir. Esta é a solução, há muito reclamada pelas populações pelas autarquias locais, cuja concretização se torna todos os dias mais premente.