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O “Remember Entroncamento” 2026 marcou o regresso à cidade que lhe deu nome. Ou por outra, a que “Quitó” lhe deu nome. Não ao Entroncamento. Ao Remember.

Afastado da cidade, celebrado no concelho vizinho (Vila Nova da Barquinha) nos últimos anos, o evento de reencontros, com amigos e amigas, música e dança, foi acolhido pelo Clube Entre-linhas, em pleno coração da cidade ferroviária. Um espaço de que muito se falou antes do evento, nomeadamente sobre a capacidade de recepção de tantas pessoas como de organização dos palcos. Tudo correu com rigor e… loucura

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Desafio superado. O evento de sábado recebeu milhares de pessoas. Sorrisos, nostalgia e muita diversão foi o que se viu. E o Eol esteve lá. Entre linhas (não o clube) passavam comboios da linha do norte na parte norte do recinto. E, aí, a imersão na cidade ferroviária tornava-se impossível de passar ao lado. Até o cheiro característico das linhas férreas inundavam o recinto.

A primeira personalidade com que falámos foi Luís Moita, presidente da Junta de Freguesia de Nossa Sra. de Fátima.

O município de Vila Nova da Barquinha recebeu as últimas edições de um dos mais emblemáticos eventos da região nos últimos anos, no seu Parque Ribeirinho, dando todas as condições para os sucessivos sucessos do evento. Um parque verde, de relva sempre bem tratada, de uma autarquia empenhada e empresas dispostas a relevar o evento.

Mas o paradigma mudou. A Câmara do Entroncamento mudou de “cor” política e as dinâmicas, sem embargo de estarmos a fazer quaisquer tipo de críticas positivas ou negativas, também mudaram. As empresas da cidade disseram “presentes”. Nelson Cunha, presidente da autarquia, foi o porta voz da alegria e felicidade do momento.

A relva foi substituída pelo betão. Mas isto, mais uma vez, não é uma crítica. A cidade do Entroncamento é um local urbano, uma cidade que se quer cosmopolita, e nada como o Clube Entre-Linhas para demonstrar isso mesmo. Um edifício em bloco, arquitetura moderna, com espaço exterior amplo e muita modernidade. Um marco de desenvolvimento económico que não se pode menorizar.

Eram 22h00 e o espaço parecia um local de “sunset” apesar do sol há muito ter desaparecido. Mas, à medida que as pessoas foram chegando em maior número, ávidas de uma noite de diversão na sua cidade, com o subconsciente invadido pelas más notícia do país e do mundo, desbravaram em afetos.

Os palcos, três, debitavam música para todos os gostos.

Talvez, uma opinião pessoal do Eol (neste caso do diretor Ricardo Alves) pode haver mais um palco ou um local para novas gerações. Que continuem o espírito, até porque não vivemos para sempre nem temos andamento para sempre…

Nu-Metal, Rap, pop e metal de nova geração. O Remember é um ato em evolução, sem esquecer a matriz que o caracteriza: a solidez no que oferece. Todas as pessoas sabem o que esperar quando compram as pulseiras. Mas há espaço para ainda mais.

A noite prolongou-se até de madrugada. Não era um sunset mas um sunrise. Para o ano há mais. Garantido. Leia mais na reportagem exclusiva com o Quitó a publicar em breve. O verdadeiro mestre de cerimónias.

Quem corre por gosto não cansa. Não é Quitó?

Texto/fotos e vídeos: Ricardo Alves

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