O Festival de Filosofia de Abrantes regressa entre 18 e 21 de novembro à Biblioteca Municipal António Botto, sob o tema “O Poder da Verdade”, propondo uma reflexão sobre a importância dos factos, do pensamento crítico e do conhecimento numa época marcada pela desinformação e pela crescente influência dos ambientes digitais.
A edição de 2026 reúne filósofos, investigadores, jornalistas, cientistas, escritores e outros convidados para um conjunto de debates que abordarão temas como o relativismo, a inteligência artificial, a desinformação, a ciência, a criação artística e o significado da vida.
A sessão de abertura está marcada para 19 de novembro, com a presença do presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, seguindo-se uma conversa com José Maria Pimentel sobre a relação entre verdade, racionalidade e sociedade.

Entre os debates em destaque contam-se “Se todos têm a sua verdade, a verdade existe?”, com participações de Mafalda Anjos, Luís Paixão Martins, Rita Figueiras e Rui Tavares; “Hiperinformados, profundamente ignorantes e com ansiedade máxima”, centrado no impacto do excesso de informação; e “A ditadura do simulacro”, dedicado à influência dos algoritmos, das redes sociais e da inteligência artificial na perceção da realidade.
O programa inclui ainda sessões sobre ciência e subjetividade, arte e literatura, bem como um painel dedicado à reflexão filosófica sobre a morte e o significado da vida. Entre os convidados figuram nomes como Joana Lobo Antunes, Luísa V. Lopes, Catarina Pombo Nabais, Luísa Sobral, Luís de Matos, Olga Pombo e Alexandre Borges.
Além das conferências, o festival integra residências filosóficas dirigidas a alunos do ensino básico e secundário, uma feira do livro, exposições e o espetáculo “Um Toque Divinal”, do artista Huba Mateus, que encerrará a programação na noite de 21 de novembro.
Segundo a organização, o objetivo passa por afirmar o festival como um espaço de pensamento crítico e debate público, convidando os participantes a refletir sobre o papel da verdade numa sociedade cada vez mais desafiada pela circulação de informação e pela construção de narrativas





















