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A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo identificou quatro casos de mordedura de cobra nos últimos dez anos, informação divulgada após o episódio ocorrido no início de agosto, na localidade de Pucariça, concelho de Abrantes, onde um homem foi assistido no Hospital Dr. Manoel Constâncio.

Na situação mais recente, a vítima recebeu soro antiofídico cerca de 12 horas após a ocorrência. A ULS Médio Tejo explica que a administração do soro depende da evolução dos sintomas, das avaliações clínicas e da articulação com o Centro de Informação Antivenenos, entidade que acompanha estes casos.

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Em publicação recente, a ULS classifica este tipo de situação como rara, reforçando que apenas quatro episódios foram registados na região ao longo de uma década. A unidade de saúde divulgou também um conjunto de recomendações para quem possa ser vítima de uma mordedura: manter a calma, afastar‑se do animal, imobilizar o membro afetado e retirar objetos apertados como anéis, pulseiras ou relógios. A ULS alerta para práticas que não devem ser realizadas, como torniquetes, cortes, perfurações da ferida ou tentativas de sugar o veneno.

Em caso de dúvida ou mordedura, deve ser contactado o Centro de Informação Antivenenos através do número 800 250 250. Em situação de emergência, deve ser acionado o 112.

A ULS Médio Tejo acrescenta que, segundo informação disponível, a maioria das cobras existentes em Portugal não representa perigo para as pessoas, procurando assim clarificar perceções erradas sobre estes animais.

Foto Ilustrativa

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