A Escola Prática da Polícia de Segurança Pública (PSP), em Torres Novas, instaurou um inquérito e abriu oito processos disciplinares na sequência de um combate de boxe improvisado entre dois alunos, ocorrido numa casa de banho das instalações de formação. As informações foram inicialmente avançadas pela Rádio Hertz e confirmadas por vários órgãos de comunicação social.
O episódio, registado em vídeo e amplamente partilhado nas redes sociais, envolveu dois formandos em tronco nu e equipados com luvas de boxe, rodeados por dezenas de colegas que assistiam e filmavam o confronto. Segundo apurou a Rádio Hertz, o caso ocorreu entre 15 e 19 de dezembro, período em que vários alunos terão participado ou assistido a práticas semelhantes.
A Direção Nacional da PSP classificou o sucedido como “situações anómalas de intranquilidade noturna”, sublinhando que os combates decorreram fora dos espaços destinados à prática física e em violação das normas internas de recolher, silêncio e descanso. A instituição esclarece ainda que estas ações “não se enquadram nos padrões da Escola Prática de Polícia” e que o inquérito foi aberto antes mesmo da circulação pública dos vídeos.
Possível expulsão dos envolvidos
Os processos disciplinares agora em curso podem resultar, no limite, na expulsão dos alunos, uma vez que se trata de comportamentos considerados incompatíveis com a formação policial e com o regime disciplinar da PSP. De acordo com o Observador, a direção da escola descreveu o episódio como uma “atividade física lúdica fora dos espaços autorizados”, mas suficientemente grave para justificar a abertura de oito processos individuais.
Sem indícios de apostas
Uma das questões levantadas após a divulgação das imagens foi a possibilidade de os combates estarem associados a apostas entre alunos. No entanto, a Direção Nacional da PSP esclareceu que não foram encontrados indícios de motivações financeiras, concluindo que a iniciativa teve apenas caráter recreativo.
Vídeos circularam em grupos internos
Os vídeos do combate foram partilhados em grupos de WhatsApp e outras plataformas usadas por elementos da PSP, o que contribuiu para a rápida disseminação do caso. A SIC Notícias refere que o inquérito interno foi instaurado antes de a direção ter acesso às imagens, garantindo que a investigação não resultou da sua divulgação pública.



















