A Tejo Energia anunciou que vai arrancar em março com o processo de demolição da antiga central termoelétrica a carvão do Pego, em Abrantes. A intervenção marca uma nova etapa na reconversão do complexo industrial e deverá prolongar‑se por cerca de três anos.
Segundo a empresa, o objetivo é devolver os terrenos às suas condições originais, garantindo segurança e conformidade ambiental. O ramal ferroviário e a ponte rodoferroviária existentes no local não serão alvo de qualquer intervenção.
As estruturas mais emblemáticas do complexo, como as torres de refrigeração, com 116 metros de altura, e a chaminé, com 225 metros, serão demolidas na fase final dos trabalhos através de explosões controladas.
Durante o pico da operação, estima-se que estejam envolvidos cerca de 80 trabalhadores. A empresa sublinha que esta fase terá um impacto económico temporário positivo na região, beneficiando setores como alojamento, restauração, comércio e serviços.
A Tejo Energia destaca ainda que toda a operação será conduzida por equipas especializadas e certificadas, cumprindo rigorosos padrões de segurança, engenharia e proteção ambiental, em articulação com as autoridades competentes.
No que diz respeito à gestão de materiais, a empresa refere que serão aplicadas práticas internacionais que privilegiam a reutilização de equipamentos, a reciclagem de betão para nivelamento, a separação e reaproveitamento de metais e a redução do volume de resíduos enviados para aterro.
C/Lusa



















