Foto EOL

Este sábado, dia 9 de novembro, muitos foram aqueles que se descolaram até ao Centro Cultural do Entroncamento, para assistir ao Stand Up Comedy de António Raminhos, humorista português tão bem conhecido por tantos.

Depois do sucesso de “As Marias” e o “O melhor do pior”, Raminhos volta a esgotar salas com “O sentido das coisas… e isso”. Em sinopse, explica que “tudo aquilo que fazemos tem um significado. O sentido das coisas… e isso, é uma viagem entre o humor e a busca da resposta à dúvida porque é que estamos aqui, e já agora porque é que um carapau o agrediu no Algarve.”

Em duas palavras, depressa se define a vinda do humorista português ao concelho do Entroncamento: casa cheia. Ao longo da sua carreira, três vezes cá veio e das três vezes contou com poucos ou nenhuns lugares vazios na plateia. Dos mais novos aos mais velhos, todos compram bilhete para o ver, porque verdade seja dita, rir é um remédio que faz bem em qualquer idade.

Apesar do sucesso e da legião de fãs que tem vindo a conquistar, ser humorista não estava nos seus planos. “Eu fui por um conjunto de situações – de leis universais, provavelmente, que me trouxeram até aqui. De uma maneira ou de outra, eu teria que falar para as pessoas. Ainda bem que é através da comédia”, confessa António Raminhos, em conversa com o EOL.

Raminhos descreve o seu sentido de humor como algo muito pessoal, uma vez que usa a sua história e a sua maneira de ser para fazer piadas e humor. No entanto, admite já se ter arrependido de fazer certas piadas e de, inclusive, as ter apagado, porque “não vale a pena estar a comprar a guerras, há-de surgir outra piada. Já me arrependi… não nos espetáculos em si, mas coisas online. Porque o online é o pior que há.”

Assim, e a par do que são realmente os limites do humor, confessou-nos que “o limite do humor é basicamente se tem piada ou não.”

Num espetáculo onde se abordou o significado de tanta coisa – sobretudo receios que muitos de nós sentimos e não dizemos, o humorista quis deixar um testemunho. “Para mim, saber que vai correr tudo bem é saber que um abraço cura; que um sorriso cura, que um olá no elevador de alguma maneira cura; que estar aqui com vocês neste momento cura.” No fundo, a mensagem passa por nos fazer entender que é nas pequenas coisas que está a cura para os grandes problemas.

Entre aplausos e risos, foi um espetáculo de reflexão. Onde, através do humor e da piada, se abordaram assuntos tão atuais quanto sérios.

Lúcia Veríssimo