A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) reafirmou a sua oposição ao eventual regresso ao modelo dos Comandos Distritais de Proteção Civil, extintos em janeiro de 2023 e substituídos pelos Comandos Subregionais. O presidente da CIMT, Manuel Valamatos, destacou que a região “beneficiou com a mudança” e alertou que um retrocesso colocaria em causa o investimento já realizado. O vice-presidente, Luís Miguel Albuquerque, reforçou a posição conjunta dos autarcas, desafiando outras regiões a “colocarem os olhos na forma como funciona este Comando Subregional”.
Contexto nacional
O tema está em discussão pelo Governo e pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, mas divide opiniões em todo o país:
- A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) considera a proposta de regressar ao modelo distrital “errada, prejudicial e desaconselhável”, defendendo que os comandos subregionais estão mais alinhados com as Comunidades Intermunicipais.
- Por outro lado, a Liga de Bombeiros Portugueses tem defendido o regresso aos comandos distritais, argumentando que o modelo subregional trouxe atrasos na mobilização de meios em incêndios e afastou corporações mais próximas das ocorrências.
- Em várias regiões, autarcas e especialistas alertam para os riscos de uma reorganização apressada, sublinhando que a decisão terá impacto direto na coordenação operacional e na coesão territorial.
Firmeza
No Médio Tejo, a posição é clara: os autarcas consideram que o modelo subregional trouxe ganhos de eficiência e proximidade, e rejeitam qualquer regresso ao passado. A nível nacional, o debate continua aceso, com municípios e bombeiros divididos sobre qual a melhor solução para garantir uma Proteção Civil eficaz e próxima das populações.
Redação




















