Foto João Marques
João Marques joaomarques@entroncamentoonline.pt

 

 

 

 

 

O Peugeot 208 é sem sombra de dúvida o vanguardista da sua classe, pois apresenta um design muito atrativo e futurista no exterior e principalmente no interior, e é o automóvel que no seu segmento nos presenteia com mais tecnologia.

O design exterior do 208 mudou muito, sendo que as semelhanças ao seu antecessor apenas se encontram na silhueta.

A parte dianteira é agora mais arredondada e temos uma grelha enorme com efeitos cromados que dão um ar de mais requinte ao 208. As luzes LED de circulação diurna também são espetaculares e percorrem a frente do carro desde o capot até ao para-choques (a Peugeot diz ser os dentes do leão). Na lateral conseguimos então vislumbrar a típica “silhueta 208” e temos umas jantes de 16 polegadas (nesta versão) e um spoiler no topo da bagageira (todas as versões), que na minha opinião pessoal, fica extraordinário. Na parte traseira temos umas novas óticas espetaculares que a Peugeot diz ser as garras do leão, e a fazer uma combinação de cores interessante temos uma faixa preta a atravessar a bagageira com a inserção do nome da marca na mesma (tal como a Porsche faz).

O interior é o ex-libris deste carro, e arrisco-me a dizer que é o melhor da sua classe.

O design em si é espetacular, não temos um tablier “chato” e recto como acontece em outros carros do segmento, mas sim um tablier com muitas curvas e formas, assim como plásticos piano black e cromados, coisa que só costumamos ver em carros topo de gama. A qualidade também é ótima, tudo está solidamente montado e o tablier está coberto por material suave, sendo que os plásticos só existem mais em baixo e na consola central.

No que toca à habitabilidade, os bancos dianteiros são muito confortáveis, típico de carro francês. Na parte traseira também é bastante confortável, temos um palmo de espaço para os joelhos e conseguimos esticar os pés debaixo do banco dianteiro. Só ficamos desconfortáveis quando transportarmos três passageiros pois o carro é estreito e não deixa grande espaço para três adultos. A bagagem também não é das melhores do seu segmento contando apenas com 265lts.

Na tecnologia é onde o 208 volta a superar os seus concorrentes.

Temos de série um painel de instrumentos digital com efeito 3D (Peugeot i-cockpit 3D), coisa rara em automóveis mesmo nos topo de gama! Para além de bonito é um painel bastante completo, pois conseguimos ter várias visualizações (forma como se apresenta o velocímetro) e várias informações presentes no mesmo (informações do computador de bordo, mapa, ajudas à condução, etc). Na parte central temos um ecrã de 7 polegadas com um sistema que não é o melhor, mas também não é o pior. O sistema em si tem um velocidade de processamento razoável mas não é muito intuitivo, problema que acho que poderia ser resolvido com mais botões de atalho entre menus. Nas ajudas à condução temos o cruise control adaptativo, o sistema de aviso de colisão frontal, sistema de manutenção da faixa de rodagem e assistente de estacionamento com “câmara 360º”. A razão de ter posto a câmara entre aspas é porque ela não é uma câmara de 360º propriamente dita. O que o sistema faz é desenhar uma fotografia à volta do carro com o que a câmara traseira vai filmando. Ora isto apenas é eficiente com coisas estáticas, pois com algo que se mova já não vamos ter uma imagem que corresponde à realidade.

A versão ensaiada vem equipada com um motor a gasolina 1.2 cilindrada com 100cv, sendo que para além deste existe o mesmo bloco mas com 130cv, um bloco 1.5 a diesel com 100cv, e pela primeira vez uma motorização elétrica com 136cv e autonomia aproximada de 300km.

Em termos de condução o 208 surpreendeu-me bastante, pois em percursos citadinos temos uma condução super relaxada, a suspensão é muito suave, o volante é leve, a caixa de velocidades automática é eficiente e impercetível nas suas trocas, ou seja, o típico conforto dos carros franceses. Mas o 208 tem um seletor de modos de condução, que confesso quando coloquei no modo Sport pensei que não iria sentir grande diferença. Enganei-me profundamente e o 208 tem uma condução dinâmica, não extraordinária, mas capaz de proporcionar algum divertimento (coisa que não achava possível). Assim em modo Sport a caixa de velocidades faz trocas mas rápidas, o volante fica mais pesado e o acelerador mais sensível, e nas curvas, apesar de ser um pouco barco, nunca perdemos a sensação de segurança e o carro agarra bem. Uma coisa boa também é o volante da Peugeot que ao ser mais pequeno faz com que tenhamos uma melhor conexão com a estrada, tal e qual como o volante de um carro de Formula 1. Em auto estrada também é bastante relaxante a condução do 208, que para o seu segmento é dos que apresenta maior conforto. A insonorização é digna de carros de segmento superior, os bancos são super confortáveis que em conjugação com a suspensão faz parecer que vamos a flutuar. Em termos de consumos ronda a casa dos 6,5/7lts por 100km.

O 208 obteve 4 estrelas nos testes de segurança do EuroNcap com 91% na segurança dos adultos, 86% na segurança das crianças, 56% na segurança dos peões e 71% nas ajudas à condução.

A versão ensaiada custa 21.250€ e paga 103,10€ de IUC, no entanto pode obter um 208 a partir de 14.640€.

Queríamos agradecer à LPM em Leiria pela cedência da viatura para ensaio (www.lpm.pt).