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O I Fórum SmartVillages – Sardoal 2026, promovido pela NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém / Câmara do Comércio e Indústria, reuniu no dia 24 de setembro mais de 90 participantes no Centro Cultural Gil Vicente, num encontro dedicado à revitalização dos territórios rurais e ao papel das comunidades de baixa densidade no desenvolvimento regional.

Ao longo do dia, autarcas, entidades regionais, associações de desenvolvimento, especialistas e agentes económicos discutiram soluções para reforçar a atratividade dos territórios rurais, fixar população, apoiar micro e pequenas empresas e promover inovação em áreas como mobilidade, património, turismo, sustentabilidade e digitalização.

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Identidade, serviços públicos e inovação como pilares do futuro rural

Na sessão de abertura, o presidente da Câmara de Sardoal, Pedro Rosa, destacou que “o desafio é construir territórios onde a inovação valorize a identidade”. Já Manuel Valamatos, presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, sublinhou a importância de garantir mobilidade, conectividade, acesso à saúde, educação, cultura e outros serviços públicos essenciais, elementos decisivos para atrair e reter população.

O presidente da NERSANT, Rui Serrano, realçou o compromisso dos parceiros envolvidos, afirmando que todos “se sentaram à mesma mesa e decidiram expressar o seu empenho em elevar as potencialidades dos territórios de baixa densidade”.

Também Jorge Gaspar, vice‑presidente da CCDR Lisboa e Vale do Tejo, lembrou que a nova NUT II Oeste e Vale do Tejo está a definir a sua estratégia de desenvolvimento, com atenção especial aos territórios mais despovoados.

Painéis dedicados à regeneração territorial, comunidades inteligentes e digitalização

A manhã foi marcada por três painéis com apresentação de contextos reais e experiências piloto, abordando regeneração territorial, comunidades inteligentes, laboratórios de inovação aberta e digitalização das PME, com enfoque nas competências digitais e na competitividade.

Seguiu‑se um almoço de networking, apoiado pela CIM Médio Tejo e pelo Município de Sardoal, que permitiu a criação de novas sinergias entre participantes.

Durante a tarde, quatro painéis destacaram o papel das Associações de Desenvolvimento Local como dinamizadoras das SmartVillages, bem como abordagens sobre inovação patrimonial, território, turismo, sustentabilidade e mobilidade em zonas de baixa densidade.

Perspetiva internacional e conclusões

O encontro contou ainda com a intervenção de Tomasz Pilat, que apresentou a experiência polaca no desenvolvimento de comunidades inteligentes, permitindo um olhar comparativo entre Portugal e Polónia.

No encerramento, Rui Serrano sintetizou as principais conclusões do Fórum, destacando três eixos:

  • criação de uma rede nacional de cooperação,
  • soluções de financiamento ajustadas às micro e pequenas empresas rurais,
  • definição de metas nacionais para fixar população, atrair talento e rejuvenescer territórios de baixa densidade.

O secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, afirmou que os debates e experiências partilhadas “serão um contributo valioso para reforçar os territórios e as comunidades e encontrar respostas para os múltiplos desafios que vão surgindo”.

O evento contou com a parceria do Município de Sardoal, CIM Médio Tejo, TAGUS, MédioTejo21, TagusValley e Instituto Politécnico de Tomar, sendo cofinanciado pela União Europeia através do Interreg Sudoe Hitts.

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