A Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima assinalou esta quarta‑feira o 23.º aniversário, numa manhã que juntou autarcas, entidades civis, forças de segurança, representantes associativos e muitos fregueses. O dia começou com o hastear das bandeiras de Portugal, do Município e da Freguesia, acompanhado pelo hino nacional, interpretado pelo artista local Ricardo Costa, num momento simples mas carregado de simbolismo.

Seguiu‑se a sessão solene, que decorreu no salão da Junta, com a presença do deputado da Assembleia da República e líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, do presidente da Assembleia Municipal, Sérgio Beleijo, dos presidentes das juntas de freguesia Luís Moita e Rui Bragança, do comandante da Divisão Policial de Tomar da PSP, Sérgio Pombo Mendes, do comandante da Esquadra do Entroncamento, Fernando Santos, do Padre Ricardo Conceição, além de autarcas, dirigentes associativos e representantes de instituições locais. Entre os presentes destacou‑se também o antigo presidente da Junta, Ezequiel Estrada, cuja passagem pelo cargo foi várias vezes referida ao longo da cerimónia.
Nelson Cunha destacou proximidade, cooperação institucional e o papel das juntas
O presidente da Câmara Municipal, Nelson Cunha, abriu os discursos com uma intervenção centrada na importância da freguesia e no trabalho desenvolvido ao longo das últimas duas décadas. Sublinhou o caráter “dinâmico, participativo e solidário” da comunidade, elogiou o trabalho do presidente da Junta, Luís Moita, e reforçou a relevância das juntas de freguesia como “primeira porta onde os cidadãos batem”.

Nelson Cunha destacou ainda as “excelentes relações institucionais” entre o Município e a Junta, assentes no diálogo e na cooperação, afirmando que “quando as instituições colaboram com lealdade e respeito, quem beneficia é o povo”. O autarca deixou o compromisso de manter essa articulação, garantindo que a Câmara continuará a trabalhar em parceria na melhoria dos espaços públicos, no apoio ao movimento associativo e no reforço da coesão social.
Luís Moita falou de legado, responsabilidade e de um mandato marcado por exigência
O presidente da Junta, Luís Moita, fez um discurso longo e marcado por tom pessoal, começando por homenagear os antigos presidentes e todos os que contribuíram para o desenvolvimento da freguesia ao longo dos 23 anos. “A continuidade institucional constrói‑se assim: o legado de uns e o trabalho dos que recebem”, afirmou.

Eleito pelo Chega, Moita fez questão de sublinhar que o seu compromisso “é e será sempre com a população da freguesia, independentemente das opções políticas”. Sobre o atual contexto político local — com a Câmara também liderada pelo mesmo partido — deixou claro que não haverá “vassalagem nem subserviência”, mas sim “exigência, firmeza e cooperação institucional”.
O autarca elogiou o trabalho do executivo municipal, mas pediu tranquilidade para trabalhar e responsabilidade na oposição, defendendo que a crítica é legítima, mas a desvalorização sistemática “não serve a população”.
Arrumar a casa” e governar com resultados
Luís Moita fez um balanço dos primeiros oito meses de mandato, explicando que a prioridade inicial foi “arrumar a casa, organizar processos, corrigir procedimentos e recuperar rotinas”. Com essa base consolidada, disse estar agora focado em “sair para a rua, ouvir os fregueses e encaminhar problemas”.

“Governar não é aparecer com fotografias. Governar é resolver”, afirmou, garantindo que só dará o trabalho por concluído quando vir “mudanças reais na vida das pessoas”.
O presidente deixou também uma palavra de agradecimento às colaboradoras da Junta — Fátima, Eva e Patrícia — pela dedicação e profissionalismo, recordando o episódio simbólico do dia seguinte às eleições, quando retirou pessoalmente todos os cartazes com a sua fotografia: “Cumpri o que prometi. O careca prometeu e fez”, contou, arrancando sorrisos na sala.
Uma freguesia “organizada, próxima, exigente e orientada para resultados”
Moita terminou com uma mensagem de confiança no futuro, garantindo que a Junta continuará a trabalhar para ser “organizada, próxima, exigente, transparente e orientada para resultados”. “O futuro constrói‑se com trabalho — e trabalho não nos faltará”, afirmou, antes de concluir com um “Viva a nossa freguesia, viva o Entroncamento”.

A cerimónia terminou com cumprimentos informais e convívio entre os presentes, num ambiente marcado pela proximidade e pelo sentimento de comunidade.


















