O Dia Mundial da Migração dos Peixes, assinalado a 23 de maio, será celebrado nas margens do rio Alviela com um conjunto de atividades promovidas pelo programa Rios Livres GEOTA, em parceria com o Município de Alcanena e várias entidades científicas e ambientais. A iniciativa pretende sensibilizar para a importância dos peixes migratórios e para a necessidade de rios livres de barreiras, essenciais ao equilíbrio dos ecossistemas fluviais.
O programa inclui uma caminhada interativa de 4 km, com início às 9h30 na Praia Fluvial dos Olhos de Água e término no Açude da Ponte da Pedra. Ao longo do percurso, especialistas de diferentes áreas irão explicar temas como a biologia dos peixes, a dinâmica dos sedimentos e a conectividade fluvial, promovendo uma compreensão mais profunda sobre o papel da migração na saúde dos rios.
A organização propõe ainda um piquenique familiar, banhos no rio Alviela e uma visita ao Centro Ciência Viva do Alviela, onde estará disponível uma exposição de materiais e representantes das entidades parceiras para esclarecimentos e diálogo com o público.
A iniciativa destaca a urgência de remover barreiras fluviais obsoletas que comprometem a migração natural dos peixes e a conectividade dos rios portugueses. Para Ana Catarina Miranda, coordenadora do programa Rios Livres GEOTA, “proteger os nossos rios é uma responsabilidade coletiva que devemos abraçar com compromisso”.
O vice‑presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Nuno Silva, sublinha que celebrar esta data “é também celebrar a riqueza natural do rio Alviela e a sustentabilidade do território”. Já Paula Robalo, do Centro Ciência Viva do Alviela, reforça que ações deste tipo “aproximam as populações do rio e dão a conhecer os problemas ecológicos associados”.
Também Teresa Álvares, da APA, lembra que “a preservação dos ecossistemas de água doce é fundamental para a saúde das pessoas e do ambiente”. José Maria Santos, representante da APRH, CEF‑ISA e Laboratório Associado TERRA, destaca que “a conectividade fluvial sustenta a migração dos peixes e o funcionamento ecológico dos rios”.
Os investigadores do IST, Rui Ferreira e Isabel Boavida, afirmam que “a ciência é uma aliada essencial para compreender os processos fluviais e mobilizar as populações”. Susana Batel, do ISCTE, reforça que “educação e sensibilização são fundamentais para envolver a sociedade e os decisores políticos”.
Os movimentos associativos proTEJO e CLAPA alertam para a urgência de defender rios livres de novas barreiras e de remover estruturas obsoletas, enquanto a plataforma Gerador destaca a importância de eventos que unem conhecimento e prática. A empresa E‑Rio, especializada em reabilitação fluvial, sublinha que a sua atuação contribui para melhorar o habitat da ictiofauna e garantir a migração livre dos peixes.
A participação é gratuita e aberta a todos, mediante inscrição até 22 de maio através do email alviela@geota.pt, indicando o número de participantes.


















