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A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) está a reforçar de forma significativa a cirurgia de ambulatório, através do trabalho desenvolvido pelo Centro de Responsabilidade Integrado de Cirurgia de Ambulatório (CRIAmb), criado no final de 2024. O modelo, que reorganiza o percurso dos utentes que não necessitam de internamento convencional, permitiu aumentar a atividade cirúrgica, consolidar circuitos autónomos e melhorar a eficiência assistencial ao longo de 2025. A próxima etapa passa pela criação de duas salas operatórias modernas no Hospital de Torres Novas, num investimento de cerca de 400 mil euros.

O CRIAmb tem vindo a implementar um modelo transversal que reúne várias especialidades em circuitos próprios, garantindo que o utente realiza todo o percurso — da admissão ao pós‑alta — num ambiente exclusivamente dedicado ao ambulatório. Esta reorganização permite maior previsibilidade, equipas dedicadas e libertação de camas de internamento para casos mais complexos.

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Os resultados de 2025 confirmam o impacto do novo modelo. A Cirurgia Geral realizou 694 cirurgias em circuito independente, representando 78% da atividade ambulatória da especialidade e quase duplicando a meta inicial de 360. A Urologia superou igualmente o objetivo contratualizado, com 124 intervenções face às 108 previstas. A Otorrinolaringologia consolidou programas exclusivamente de ambulatório e a Unidade da Dor realizou toda a sua atividade neste regime.

A atividade média mensal também aumentou de forma expressiva: a Cirurgia Geral passou de 23,1 para 32,1 cirurgias por mês; a Intervenção na Dor de 2,4 para 10,4; e a Urologia de 1,8 para 8,4. Na Otorrinolaringologia, a média mensal atingiu 7,9 cirurgias. No total, a equipa multidisciplinar do CRIAmb apoiou 7.161 intervenções cirúrgicas e 1.446 programas operatórios ao longo do ano.

A taxa global de procedimentos ambulatorizáveis subiu para 85,96%, acima dos 80,12% registados em 2023. Do total da atividade acompanhada, 74% decorreu em circuitos exclusivamente dedicados ao ambulatório, 15% em cirurgia convencional e 11% em programas mistos. A equipa responsável integra 32 enfermeiros e 16 assistentes técnicos auxiliares de saúde, em articulação com as especialidades cirúrgicas, anestesiologia e consulta externa.

O balanço inclui ainda indicadores de satisfação dos utentes: foram recolhidas 340 respostas, com uma mediana global de 4,58 numa escala de 1 a 5.

Torres Novas avança para nova fase com duas salas operatórias modernas

A evolução do CRIAmb entra agora numa nova fase com a remodelação e ampliação do Bloco Operatório de Torres Novas, considerada estratégica para o reforço da cirurgia de ambulatório na região. Após as obras, orçadas em cerca de 400 mil euros, o hospital passará a dispor de duas salas operatórias modernas, com capacidade de pernoita e acompanhamento dedicado por equipas multiprofissionais.

Esta intervenção permitirá aumentar a capacidade instalada, reforçar a autonomia do circuito ambulatório e melhorar a resposta a utentes que não necessitam de internamento convencional. A reorganização territorial prevê que a Unidade de Cirurgia de Ambulatório de Tomar se concentre sobretudo em Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Intervenção na Dor, enquanto Torres Novas assumirá uma resposta cirúrgica ambulatória reforçada.

2026: consolidar circuitos e reduzir listas de espera

Com o Contrato‑Programa já assinado, o CRIAmb pretende, em 2026, consolidar os circuitos independentes, reduzir a lista de inscritos para cirurgia de ambulatório e transferir progressivamente atividade para a futura unidade de Torres Novas, avaliando simultaneamente o valor gerado em saúde para os utentes.

Para Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, “o CRIAmb está a provar que reorganizar é melhorar. Em 2025 tivemos mais atividade, melhor aproveitamento da resposta cirúrgica e sinais claros de que este modelo está a gerar ganhos para os utentes e para o SNS”.

Miguel Reis, diretor do CRIAmb, sublinha que “o novo modelo confirma o seu potencial, mas a ambição vai muito além deste primeiro balanço. Há ainda um caminho exigente para aumentar a capacidade de resposta, aprofundar a organização dos circuitos e reforçar a qualidade assistencial”.

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