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O Programa Regional do Centro (CENTRO 2030) abriu um novo concurso destinado a apoiar o investimento empresarial ligado ao setor espacial, com uma dotação de 5 milhões de euros provenientes de fundos europeus. A iniciativa pretende reforçar a capacidade produtiva da região em áreas tecnológicas emergentes e estimular a criação de startups e projetos de inovação com forte componente científica.

O objetivo passa por aproximar empresas do sistema científico e tecnológico, acelerando processos de transformação digital e tecnológica e promovendo a entrada da região em cadeias de valor de elevado potencial.

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Setor espacial como prioridade estratégica

Para Isabel Damasceno, presidente da CCDR Centro, o setor do espaço representa “uma das prioridades da estratégia regional de especialização inteligente”, destacando o seu potencial para projetar a região internacionalmente e gerar produtos, serviços e empregos altamente qualificados.

Apoio a projetos UpStream e DownStream

O concurso dirige‑se a micro e pequenas empresas que pretendam criar ou expandir atividade em áreas relacionadas com o espaço, tanto no segmento DownStream (tecnologias e serviços que trazem dados do espaço para a Terra) como no UpStream (tecnologias desenvolvidas na Terra para utilização no espaço).

Entre os domínios elegíveis incluem‑se:

  • Tecnologias associadas a satélites, novos materiais e serviços em órbita
  • Telecomunicações e navegação
  • Sistemas de observação da Terra
  • Internet das Coisas, computação de alto desempenho e cibersegurança
  • Sensores, eletrónica, microeletrónica e aplicações na área da saúde

Potencial existente, mas ainda pouco explorado

A região Centro já possui capacidade científica e tecnológica relevante e forma recursos humanos altamente qualificados. No entanto, o número de empresas especializadas no setor espacial continua reduzido, assim como a transferência de conhecimento entre universidades, centros de investigação e o tecido empresarial.

Com este novo instrumento, o CENTRO 2030 pretende colmatar essa lacuna e posicionar a região como um polo competitivo na economia espacial.

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