O Exército Português deverá receber, ao longo de 2026, o seu primeiro helicóptero Black Hawk modernizado, que ficará estacionado no Aeródromo Militar de Tancos. A chegada da aeronave deverá coincidir com a conclusão da requalificação da nova base aérea do Exército, cuja infraestrutura principal deverá estar operacional já no primeiro trimestre do próximo ano.
A aquisição destes meios insere-se no programa “Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação” (HAPE), previsto na Lei de Programação Militar. O investimento inicial ronda os 50 milhões de euros e contempla a compra de três helicópteros Black Hawk modernizados, com possibilidade de aquisição de um quarto. A ambição do Exército é, a médio prazo, constituir uma frota de 12 aparelhos.
O processo de compra decorre através da NATO Support and Procurement Agency (NSPA), que estima a entrega das aeronaves entre o terceiro trimestre de 2026 e o segundo trimestre de 2028.
Os helicópteros irão equipar a futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação, que ficará sediada em Tancos e permitirá ao Exército, pela primeira vez, operar meios aéreos próprios. A intenção é que os Black Hawk sejam entregues de forma faseada, aproximadamente um por ano.
Estas aeronaves — capazes de transportar até 12 militares — terão utilização “dual”, servindo tanto missões militares como operações de apoio civil. Entre as funções previstas estão transporte de feridos, evacuação médica, apoio logístico e, numa fase posterior, combate a incêndios rurais.
Em paralelo, avançam as obras de modernização do Aeródromo Militar de Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha. A intervenção inclui a reabilitação dos hangares, da pista, da torre de controlo e das áreas de manutenção. O Hangar Norte deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2026, permitindo iniciar a formação de pilotos e técnicos antes da chegada da primeira aeronave.
A nova unidade terá como missões principais o reconhecimento, o transporte tático, o apoio aéreo próximo, a evacuação médica e o apoio a emergências civis, tanto em território nacional como em operações internacionais. O projeto prevê ainda uma utilização dual das infraestruturas, reforçando Tancos como plataforma estratégica para a operação de helicópteros do Exército.


















