O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo anunciou esta manhã, 22 de fevereiro, o desagravamento do estado de alerta para nível azul no âmbito do Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, após reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil. Apesar da melhoria gradual das condições meteorológicas, mantêm‑se caudais elevados devido às oscilações registadas na barragem do Fratel, que tem realizado descargas significativas.
Segundo a informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), não é expectável que o rio Tejo saia do seu leito, embora o recuo das águas nas zonas alagadas esteja a ocorrer de forma lenta, condicionado pela infiltração e pelo escoamento superficial.
Várias vias continuam submersas ou interditas
O comunicado enumera dezenas de vias afetadas em vários municípios da região, incluindo Salvaterra de Magos, Coruche, Rio Maior, Cartaxo, Santarém, Golegã, Chamusca, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Almeirim, Constância, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha e Alcanena.
Entre as situações mais críticas encontram‑se:
- Estradas submersas, como a EN 3‑2 entre Azambuja e Valada, a Estrada do Campo em Santarém e acessos rurais em Alpiarça.
- Movimentos de massa e abatimentos de via, registados em Santarém, Moçarria, Vale de Figueira e Chouto.
- Pontes em risco, como a ponte da EM 572 entre São Caetano e Quinta da Cardiga, no concelho da Golegã.
- Vias totalmente colapsadas, sobretudo no concelho da Chamusca, onde várias estradas sofreram cedências estruturais.
Em Vila Nova da Barquinha, o estacionamento do Cais de Almourol encontra‑se submerso, o Parque Ribeirinho está interdito e o Cais de Tancos permanece parcialmente condicionado.
Autoridades mantêm acompanhamento permanente
A Proteção Civil alerta para a possibilidade de novas interdições rodoviárias devido a submersão ou instabilidade dos pavimentos. As equipas dos comandos sub‑regionais da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo, em articulação com municípios, APA, EDP e restantes agentes de proteção civil, continuam a monitorizar a situação.
Recomendações à população
O comunicado reforça várias medidas preventivas, entre as quais:
- Retirar equipamentos, viaturas e bens das zonas inundáveis.
- Proteger animais e rebanhos, deslocando‑os para locais seguros.
- Evitar atravessar estradas alagadas, a pé ou de carro.
- Manter‑se informado através dos meios oficiais e adotar comportamentos de autoproteção.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil continuará a emitir novos comunicados sempre que necessário.

















