O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alerta para a manutenção de caudais muito elevados no rio Tejo, apesar de uma ligeira diminuição registada desde o último comunicado. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) sublinha que, devido à persistência de precipitação intensa, é expectável que o cenário se mantenha hoje, mantendo ativo o nível vermelho do Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo. Segundo o aviso, “verificou‑se desde o último comunicado, uma diminuição dos caudais no Rio Tejo com algumas oscilações, mantendo‑se, no entanto, caudais elevados” .
As cheias continuam a provocar inundações urbanas e a submersão de dezenas de vias em vários municípios da Lezíria e Médio Tejo. Em Salvaterra de Magos, estão cortados troços como a Ponte Rainha D. Amélia, acessos ao Escaroupim, Estrada do Paul e vários caminhos rurais, com múltiplas estradas submersas entre Salvaterra, Marinhais, Muge e Foros de Salvaterra. No Cartaxo, permanecem isoladas as populações de Setil, Valada, Porto de Muge, Palhota e Reguengo da Valada, com a EN114‑2 e a EN3‑2 submersas. Em Santarém, há registo de vias cortadas em Vale de Figueira, Ribeira de Santarém, Pernes, Alcanhões e Moçarria, além do isolamento da povoação de Caneiras, que já foi evacuada.
A situação é igualmente grave na Golegã, onde várias estradas municipais e nacionais estão submersas, incluindo acessos ao Pombalinho, Azinhaga e Mato de Miranda, com campos agrícolas inundados em toda a zona ribeirinha. Na Chamusca, há registo de colapsos de vias, quedas de taludes e interdições em estradas rurais e urbanas, com destaque para a Estrada de Vale Flores, onde parte da plataforma cedeu. Em Alpiarça, várias estradas municipais e rurais estão intransitáveis devido ao galgamento de valas e aluimentos, com quintas e zonas agrícolas isoladas. Também na Azambuja persistem cortes, incluindo a EN3‑2 e acessos a Maçussa e Virtudes.
Outros concelhos continuam igualmente afetados: Benavente tem troços submersos na EN118 e estradas municipais inundadas; Almeirim regista cortes em acessos a Benfica do Ribatejo, Fazendas de Almeirim e Tapada; Abrantes tem zonas ribeirinhas submersas no Aquapolis e vias cortadas entre Rossio ao Sul do Tejo, Pego e São Miguel do Rio Torto; Constância mantém submersos o parque ribeirinho e a Rua do Tejo; Torres Novas tem estradas rurais e pontes submersas; Vila Nova da Barquinha regista submersão dos cais de Almourol e Tancos; Ourém e Mação apresentam múltiplas vias inundadas; e Alcanena e Tomar enfrentam cortes e condicionamentos devido a submersões e movimentos de massa.
A ANEPC alerta para a possibilidade de novas inundações urbanas, cheias rápidas, instabilização de taludes e arrastamento de objetos para as vias, além da formação de lençóis de água e interdição de estradas. O comunicado reforça que “a situação meteorológica prevista pode originar a ocorrência de inundações em zonas urbanas” e movimentos de massa devido à infiltração de água .
As autoridades recomendam a retirada de equipamentos agrícolas e industriais das zonas inundáveis, a salvaguarda de animais, a não travessia de estradas alagadas e a manutenção de atenção permanente às indicações oficiais. O Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo, em articulação com os serviços municipais, APA, IPMA e restantes entidades, continuará a acompanhar a situação e a emitir novos avisos.

















