A proposta do da coligação “Viva o Entroncamento” para avançar com a elaboração de um Plano Estratégico e Prospetivo de Desenvolvimento do Entroncamento até 2035 foi rejeitada na reunião de câmara de 2 de junho, com os votos contra dos três eleitos do Chega e a abstenção dos dois vereadores do PS.
A iniciativa, apresentada pelo vereador Rui Madeira, defendia a abertura de um concurso para contratar a elaboração de um documento orientador de longo prazo. O autarca social‑democrata argumentou que o concelho precisa de uma visão estruturada para a próxima década, capaz de definir prioridades e orientar decisões. Recordou ainda o plano desenvolvido nos mandatos de Jaime Ramos, que, segundo afirmou, permitiu concretizar vários investimentos relevantes no território. Para Rui Madeira, a ausência de um instrumento estratégico tem levado a uma gestão “sem fio condutor”.
Da parte do PS, o vereador Ricardo Antunes admitiu a importância de discutir o futuro do concelho, mas justificou a abstenção com a falta de documentação técnica que sustentasse a deliberação. Considerou que a proposta remetia para procedimentos sem que existissem peças preparatórias que permitissem uma decisão fundamentada.
O presidente da câmara, Nelson Cunha, rejeitou as críticas e classificou a proposta como “desajustada” ao momento do mandato. O autarca sublinhou que o município já está a trabalhar em vários instrumentos que, no seu entender, contribuirão para uma visão integrada do concelho, como a Carta Municipal de Habitação, a revisão da Carta Educativa, o Plano de Mobilidade e a estratégia de desenvolvimento turístico.
O debate prolongou‑se até ao final do ponto, com Rui Madeira a lamentar o chumbo da iniciativa e a defender que o objetivo era iniciar a construção de uma visão comum para o Entroncamento nos próximos dez anos.



















