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O Passe Ferroviário Verde (PFV), com um custo de 20 euros por 30 dias, passou a poder ser utilizado, desde domingo, nos serviços urbanos da CP em Lisboa e no Porto, alargando o conjunto de ligações abrangidas por este título de transporte.

A medida permite que passageiros que utilizam exclusivamente o comboio nas suas deslocações optem pelo PFV em vez dos passes intermodais das áreas metropolitanas, como o Navegante (Lisboa) ou o Andante (Porto). Para alguns utilizadores, o novo enquadramento representa uma redução significativa de custos.

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Segundo dados divulgados pelo Ministério das Infraestruturas, um passageiro residente em Famalicão e que trabalhe na baixa do Porto, junto à estação de São Bento, paga atualmente 60 euros por mês (40 euros pelo Andante + 20 euros pelo PFV). Com o alargamento, poderá utilizar apenas o Passe Ferroviário Verde.

Outro exemplo é o de um passageiro residente em Monte Abraão, Sintra, que trabalhe em Entrecampos, Lisboa. As opções existentes eram o Navegante (40 euros) ou um título da CP (32,35 euros). Com o PFV a 20 euros, a poupança anual pode atingir 240 euros face ao Navegante.

A integração do passe nos serviços da Fertagus está prevista, mas ainda em fase de operacionalização, com data a anunciar.

O Governo enquadra o alargamento numa política de simplificação tarifária e de incentivo ao uso do transporte público. Desde a entrada em vigor, em outubro de 2024, foram vendidos 1,4 milhões de passes.

O Passe Ferroviário Verde permite viajar nos serviços Regionais, InterRegionais e Intercidades (neste último apenas em 2.ª classe, com reserva gratuita obrigatória). O passe não é válido no Alfa Pendular.

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