Foto Lúcia Veríssimo

Esta sexta-feira, dia 6 de dezembro, realizou-se uma conferência de imprensa no Conservatório de Música de Santarém, no âmbito da estreia da obra Magnificat – parceria cultural entre o concelho do Entroncamento e Santarém. Na mesa estava Fernando Nestor, presidente da Associação Concórdia do Entroncamento; Maria Beatriz Martim, presidente da direção do Conservatório de Música de Santarém; Pedro Oliveira, vice-presidente da direção do Conservatório de Música de Santarém; Pedro Correia, professor e maestro da obra Magnificat e Sónia Tomás, professora e diretora pedagógica do Conservatório de Música de Santarém.

Apesar de funcionarem em localidades diferentes, o Conservatório de Música de Santarém e a Associação Concórdia do Entroncamento têm uma paixão em comum: a música. Por isso, de braços abertos, é em parceria que as duas instituições se juntam para dar voz ao projeto que se avizinha dentro de duas semanas. Um projeto cuja obra é formada por coro, orquestra e solista. Contando, neste sentido, com a presença da solista suprema doutora Hélia Castro.

A obra tem estreia marcada já para o próximo dia 21, no Cine-Teatro S.João, pelas 21h, com um custo de 8€ por entrada. E no dia 22, na Sé de Santarém, pelas 18h, com entrada gratuita.

“O Magnificat é uma obra que desperta em nós uma emoção tão grande ao ouvi-la que sentimos que o coração se está a desmanchar, que a nossa alma não suporta tanta grandiosidade, mas o que é certo é que a suportamos e quando acabamos de a ouvir, sentimos uma felicidade incrível. Uma felicidade que desejávamos que fosse ouvida por todo o mundo, em todos os cantinhos do mundo”, explica Maria Beatriz, diretora do Conservatório de Música de Santarém, em conferência de imprensa.

Partilhando as suas palavras, o vice-presidente do conservatório acrescenta ainda que “o Magnificat deve ser uma partilha de paixão pela música entre aqueles que se interessam e que conhecem bem o valor artístico da obra, mas também para os cidadãos que menos contato têm com a música erudita, nomeadamente os jovens.”

O projeto é formado por um leque de idades muito largo, desde os mais novos – alunos do conservatório e jovens da concórdia, até aos coralistas adultos. No total, perfazem um coro de cerca de 80 pessoas, a juntar-se à orquestra de câmara que ronda os 30 elementos. Assim, contam-se com cerca de 110 artistas em palco, a dar voz e vida a esta obra.

Uma obra que “que se resume numa linguagem moderna, que o compositor John Rutter introduziu nesse Magnificat. Quando falamos em Magnificat e peças corais sinfónicas, muitas vezes vem-nos aquela imagem clássica, romântica até, do sec. XIX, de um concerto de uma música programática, mais contemplativa. Este é um Magnificat em linguagem moderna, séc. XXI, embora tenha sido estreado em 1990. É uma música bem disposta, é uma música que com certeza todos que a cantam tem um gosto especial em fazê-lo e todos que a tocam também”, esclarece Pedro Correia, professor e maestro da obra.

Em relação a esta parceria, vêem-na como benéfica. “É uma parceria que beneficia as duas instituições, mas beneficia sobretudo o espetáculo que vamos apresentar. (….) Acreditamos que vão ser dois espetáculos que vão honrar as duas instituições”, enaltece o presidente da Associação Concórdia do Entroncamento.

As expectativas são gritantes, não se espera menos do que casa cheia para ambos os eventos. Quer no Cine-Teatro, no Entroncamento, quer na Sé, em Santarém. E, para além disto, estão também convictos de que será um espetáculo tão bom para quem está em cima do palco, como para quem estará na plateia. “Estou em crer que será um momento muito interessante e magnifico de se escutar. Não só para quem vai executar, mas também para quem irá disfrutar na qualidade de público”, confessa Sónia Tomás, professora e diretora pedagógica do conservatório.

Em conferência de imprensa, levantou-se ainda um bocadinho do véu, pelo que foi revelado que irão haver algumas surpresas durante o espetáculo, alusivas ao Natal.

Lúcia Veríssimo