Esta terça-feira, dia 23 de fevereiro, decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho a hasta pública para subconcessão dos Lotes 2, 3, 4 e 5 do Parque Empresarial do Entroncamento a empresa exportadora da área alimentar que prevê investir 53,1 milhões de euros.

Nos termos do Regulamento do Parque Empresarial do Entroncamento, foram abertas as candidaturas para os quatro lotes que totalizam uma área de 29 448m2, tendo sido presente ao Município apenas uma candidatura de uma empresa para a totalidade dos lotes, com grande dimensão exportadora e cuja atividade se foca na área alimentar, nomeadamente, na produção e comercialização da bebida probiótica Captain Kombucha.

A candidatura, depois de validada pelo júri, foi presente à reunião de Câmara de 19 de fevereiro de 2021 que marcou a referida hasta pública.

A empresa, que passará a ter toda a sua operação centralizada no Entroncamento, prevê realizar um investimento inicial que ronda os 14 milhões de euros, chegando aos 53,1 milhões de euros nos próximos cinco anos, e criando entre 150 e 200 postos de trabalho no concelho.

Foto CM Entroncamento

No final da sessão de hasta pública, o Presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Jorge Faria, congratulou-se com a efetivação da atratividade empresarial do nosso concelho, reforçando uma dimensão produtiva de grande escala, assente na afirmação da centralidade e dimensão logística do nosso território. Uma natural consequência da orientação estratégica do Município para uma ação pública geradora de investimentos privados, focada no desenvolvimento económico e na criação de postos de trabalho.

A marca Captain Kombucha, nasceu da vontade e do sonho de dois eslovacos, Peter Matuska e Matus Vavercak que têm uma paixão por Portugal onde decidiram viver e investir. Hoje a marca kombucha lidera o mercado europeu. “Além de ser um produto probiótico, vegan, com grandes vantagens para os sistemas digestivo e imunitário, a kombucha assume-se como a grande alternativa, e muito saudável, a qualquer tipo de “soft drink”. “É esta a marca que gostaríamos de deixar neste mundo”, diz, à Grande Consumo, Peter Matuska, CEO e sócio fundador da Captain Kombucha, que acredita que a categoria irá continuar a crescer significativamente e chegará a dois mil milhões de dólares, a nível mundial, num curtíssimo espaço de tempo”, lê-se na edição n.º 55 da Grande Consumo.

Ainda nessa edição, Peter Matuska, CEO e sócio fundador da Captain Kombucha, explica que o nome “é inspirado na forte ligação de Portugal aos Descobrimentos marítimos. “O ‘Capitão’ representa a bravura e determinação dos navegadores portugueses em descobrir novos territórios e proteger a sua tripulação. A kombucha é uma espécie de solução mágica que permite manter a tripulação saudável e capaz de enfrentar novos desafios”.

Até agora a Kombucha era produzida numa fábrica em Évora e passará em breve para o Entroncamento, fundamentalmente pela localização da cidade.

A dimensão do mercado global de kombucha deverá chegar a 5,45 mil milhões de dólares (4,84 milhões de euros) até 2025, de acordo com um relatório da Grand View Research. É provável que se expanda a uma taxa de 23%, durante o período de previsão. Este mercado deverá ser impulsionado por inovações, experimentação de sabor e pelo aumento da consciência sobre os benefícios de saúde associados ao consumo de kombucha. Segundo o relatório, o mercado deverá crescer, principalmente, pela aceleração da taxa de consumo de kombucha como uma alternativa para as bebidas gaseificadas.

Segundo a revista Grande Consumo, a Kombucha é uma bebida milenar, que remonta a 221 a.C, com origem na China, conhecida como a “bebida milagrosa” ou a “bebida da imortalidade”. De forma menos mística, é feita com uma base de chá verde, que é adoçado e depois fermentado com uma cultura de bactérias vivas e levedura, conhecida como o SCOBY (Symbiotic Culture of Bacteria and Yeast). Durante a fermentação, o SCOBY alimenta-se do açúcar e vai crescendo e libertando os benefícios dos probióticos. Os diferentes sabores são adicionados no final, para que se consigam aromas distintos. “Em Évora, fazemos todo o processo produtivo, desde a infusão de chá verde até ao engarrafamento do produto final. O SCOBY é também produzido por nós. Temos um processo de fabrico que não deixa de ser bastante artesanal, mas que, ao mesmo tempo, garante toda a qualidade e consistência dos nossos sabores”, diz o sócio fundador.

Após a fermentação, a kombucha transforma-se numa bebida gaseificada repleta de vitaminas, enzimas, probióticos e ácidos com muitos benefícios para a saúde, tais como a melhoria dos sistemas digestivo e imunitário, dos níveis de energia e auxiliar na perda de peso. A contribuir para estes benefícios está a crucial seleção dos ingredientes, não só para a criação da kombucha, mas também no que diz respeito às frutas e ervas que vão adicionar sabor à bebida. A Captain Kombucha utiliza sumos de frutos que são produzidos a partir de fruta fresca, já que o seu objetivo principal é oferecer uma kombucha de elevadíssima qualidade. No entanto, visto que a fruta tem de estar disponível todo o ano, nem sempre é possível conseguir isso apenas com produtos locais, pelo que acabam também por recorrer a produtores internacionais.

Atualmente, a Captain Kombucha está disponível em seis sabores diferentes: Original, Ginger Lemon, California Raspberry, Coconut Summer, Pineapple Peach e Cayenne Pepper. Os sabores têm sido escolhidos em função das grandes tendências mundiais e das preferências dos consumidores locais, tendo sempre como objetivo proporcionar sabores deliciosos. Para este ano, a marca portuguesa não prevê lançar um novo sabor, mas vai apostar em novas embalagens, mais amigas do ambiente, o que, para Peter Matuska, “é uma área mais prioritária nesta fase do seu desenvolvimento”.

Um produto que dá resposta não só à crescente procura de estilos de vida mais saudáveis, como à moda de produtos fermentados, a kombucha já se tornou muito popular em mercados como o norte-americano e o australiano. Esta é a bebida que mais cresce dentro da categoria de bebidas funcionais e estima-se que vá valer dois mil milhões de dólares, cerca de 1.775 milhões de euros, em termos globais, no próximo ano, avança Peter Matuska. “Nos últimos anos, a kombucha começou a tornar-se bastante popular na Europa, sendo considerada um poderoso probiótico com muitos benefícios de saúde, a exemplo da melhoria do metabolismo e dos sistemas digestivo e imunitário. A oportunidade é clara e a Captain Kombucha foi lançada, precisamente, tendo a Europa como mercado prioritário. Neste momento, podemos orgulhosamente dizer que somos a marca líder de kombucha na Europa”.

Os portugueses gostam de kombucha e, segundo o site da empresa, olhando para o consumo per capita, os números de Portugal são bastante interessantes. Afinal, o consumidor nacional está cada vez mais sensível a temas como a alimentação e estilos de vida saudáveis, pelo que propostas como a kombucha têm tido uma aceitação crescente e muito positiva, com a presença desta bebida nos lineares e aumentar.

A própria Captain Kombucha começa a estar bem presente nos lineares portugueses. “Neste momento, estamos distribuídos em todas as lojas Celeiro, Biomercado e supermercados Apolónia, assim como em muitas lojas independentes de produtos orgânicos. Estamos também a começar a entrar em grandes cadeias, como o Continente, o Jumbo e o El Corte Inglés, assim como em alguns restaurantes com propostas de menus mais saudáveis, como, por exemplo, o Go Natural”, confirma.

Já a nível europeu, Captain Kombucha é a marca número um. Para Peter Matuska, foram três os ingredientes fundamentais que garantiram este sucesso. Em primeiro lugar, o sabor das bebidas. “Apercebemo-nos, desde logo, que era essencial desenvolver uma bebida com um sabor agradável, semelhante aos refrigerantes. A grande maioria das kombuchas existentes têm um sabor bastante avinagrado, o que as torna num produto de nicho. A nossa aposta passa por ter um sabor delicioso para que possamos ser ‘mainstream’. Para isso, a qualidade dos nossos ingredientes e de todo o processo produtivo é determinante”, esclarece.

Em segundo lugar, e um fator que está sempre em alta consideração, o preço. “Sabíamos que, para sermos ‘mainstream’, não podíamos ter um preço demasiado premium. Adotámos um posicionamento de preço claramente abaixo da grande maioria das kombuchas no mercado. Para isso, apostámos no desenvolvimento de uma formulação que não precisasse ser refrigerada, o que traz grandes benefícios em toda a cadeia de distribuição. As nossas kombuchas, não sendo pasteurizadas, são estáveis à temperatura ambiente durante 12 meses, o que representa uma vantagem muito relevante face à nossa concorrência”.

Por último lugar, o packaging. “Conseguimos um visual muito atrativo e que tem sido muito bem recebido, não só pelos nossos consumidores atuais, como pelos nossos distribuidores. Tem sido muito habitual darem-nos os parabéns pela marca que construímos e dizerem-nos que adoram as embalagens. Também é muito habitual vermos posts e stories no Instagram, de consumidores a beberem orgulhosamente Captain Kombucha. Julgo que isto é um sinal fortíssimo da ‘love brand’ que, aos poucos, estamos a construir”.

Neste momento, a marca já está presente em mais de 20 países. Os resultados têm sido muito positivos, com principal destaque para o Reino Unido, a Suécia e a Holanda. Mas todos os meses aparecem novas oportunidades de exportação. A presença em feiras de inovação, como na mais recente edição do SIAL, tem sido fundamental para ajudar na expansão da marca.

Quando ao futuro da categoria, Peter Matuska acredita que a kombucha cada vez mais deixará de ser vista como um produto de nicho. “Para a Captain Kombucha, 2019 será mais um ano de grande crescimento. Iremos entrar em novos mercados, apostar fortemente em canais de distribuição de ‘mass market’, investir em novas embalagens que nos permitam cobrir mais canais de venda e mais ‘price points’. Será também um ano em que vamos perceber a fundo os nossos consumidores atuais e potenciais, para que possamos canalizar o nosso investimento de marketing e estratégias de comunicação de forma muito eficaz. Será, sem dúvida, um ano cheio de desafios, aprendizagem e crescimento”, conclui.

Oh my GUTNESS é o mais recente lançamento desta empresa portuguesa e também este produzido até agora em Évora. De acordo com Peter Matuska,  vem dar resposta a uma oportunidade de mercado que lhes parece ser muito interessante. “Por um lado, temos assistido ao crescimento de produtos de kefir em todo o mundo e Portugal não é exceção. É algo que os consumidores já começam a conhecer e a reconhecer os benefícios para a saúde. Por outro lado, assistimos também à crescente procura de produtos não lácteos, em função dos problemas recorrentes de alergias alimentares”, explica.

Oh my GUTNESS Water Kefir é uma bebida fermentada produzida a partir de grãos de kefir, pelo que é indicada para todos os que não podem consumir produtos lácteos e até para a comunidade vegan.

Este produto está a ser lançado em latas de 330 mililitros e está disponível em quatro sabores:  Original, Ginger Lemon, Raspberry e Natural Cola.