A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMMT) revelou esta quinta‑feira, 5 de março, o balanço dos estragos causados pela Depressão Kristin e pelas intempéries que se seguiram. Trinta e cinco dias após o fenómeno meteorológico extremo, os 11 municípios da região contabilizam prejuízos que ultrapassam os 100 milhões de euros.
Danos abrangem equipamentos, infraestruturas e património
O levantamento inclui estragos em infraestruturas municipais, equipamentos públicos, património cultural e estruturas associativas. O impacto foi tão significativo que levou os autarcas a reforçar o apelo ao Governo para que sejam disponibilizados, com urgência, apoios financeiros diretos.
O presidente da CIM Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, manifestou “profunda preocupação” com a situação e defendeu a necessidade de acelerar os processos de requalificação:
“É urgente que os apoios cheguem aos municípios e que a requalificação necessária seja agilizada para voltarmos à normalidade.”
Vias rodoviárias e ferroviárias entre os setores mais afetados
Entre as prioridades identificadas está a recuperação das vias rodoviárias, muitas delas parcial ou totalmente destruídas, condicionando a mobilidade e o quotidiano das populações.
Também a Linha da Beira Baixa necessita de intervenções imediatas. A CIMMT pediu soluções rápidas que garantam alternativas eficazes para o transbordo de passageiros enquanto decorrem as obras.
Primeiros apoios já começaram a chegar às famílias
Apesar de os apoios nacionais ainda não terem chegado aos municípios, já começaram a ser entregues os primeiros auxílios destinados a casas de primeira habitação. Estão igualmente em curso processos para acionar seguros e mecanismos de apoio às empresas afetadas.
Ainda assim, os autarcas alertam para a resposta tardia e exigem medidas “objetivas e céleres” que permitam acelerar a reconstrução.
Ourém e Ferreira do Zêzere entre os concelhos mais atingidos
Os vice‑presidentes da CIMMT, Luís Albuquerque (Ourém) e Bruno Gomes (Ferreira do Zêzere), reforçaram que há ainda muito trabalho por fazer, sobretudo no setor das telecomunicações, onde continuam a faltar equipas e meios suficientes para restabelecer a normalidade.
Apelo à mobilização de todas as entidades
A CIM Médio Tejo voltou a apelar ao empenho das entidades competentes para recuperar a região o mais rapidamente possível. O Comando Sub‑regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, representado pelo comandante David Lobato, tem desempenhado um papel central na resposta e acompanhamento dos trabalhos no terreno.


















