Apresentei, pela terceira vez, no passado dia 16, uma Candidatura, por mim presidida, aos Órgãos Sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários desta Cidade, desta vez para o triénio de 2021 a 2023.

Muitos foram os amigos que me questionaram do porquê, para alguns “teimosa”, desta minha atitude. Eu próprio, para além da minha família, me interroguei sobre a oportunidade deste propósito. Prevaleceu a opinião dos que enalteceram e reforçaram a necessidade dos objetivos desta Candidatura, pelo que, em concordância com os que dela fazem parte, tornou possível entregá-la nos termos do artigo 72º dos seus Estatutos.

A certeza de que alguma coisa se deverá fazer para alterar o rumo deste modelo de gestão protagonizada pela atual Direção, a convicção de que esta Equipa reúne as condições essenciais a essa mudança e a ausência de quaisquer interesses pessoais alheios ao espirito de missão de cada um dos seus elementos justificam por si esta Candidatura.

A Associação Humanitária detém, nos termos e como determina o artigo 3º. dos seus Estatutos, um Corpo de Bombeiros, formado por Homens e Mulheres que, estimulados por um espirito altruísta se Voluntariaram, em observância ao artigo referido, comprometendo-se  desde logo perante esta Associação, perante os seus Associados e perante a restante População não associada, com a essência da sua existência, ou seja, com a Proteção e Socorro de Pessoas e Bens.

Compete à Direção, órgão administrativo da Associação Humanitária, a gestão e manutenção dos meios financeiros, materiais e humanos, que garantam, enquanto possível, o cumprimento da missão dos seus “Operacionais”, tal como lhe compete assegurar as relações e o respeito pelos seus Associados, conferindo-lhes os direitos consagrados nos Estatutos da Associação e demais Regulamentos aprovados em sede de Assembleia Geral.

Cada um dos elementos desta Candidatura é porta voz de manifestações de desagrado quanto à forma como os atuais Órgãos Sociais gerem as relações da Associação com os seus Associados, tal como transporta situações de revolta e de rutura de cidadãos, antes Associados, que se transferiram para outras Associações por verem incumpridos direitos consagrados nos normativos acima referidos.

Propomo-nos recuperar o prestígio da Associação, restabelecer as relações legítimas dos seus Associados, motivar o regresso dos Associados que nos deixaram, harmonizar as relações com os seus Bombeiros, restituir a sensação de segurança à população. Propomo-nos fazer uma gestão dos meios disponíveis, com transparência e rigor, sem desvios e atenta a princípios prioritários em detrimento do que considerarmos como acessório ou supérfluo.

Por último, solicitamos aos Associados que exerçam o seu direito e o seu dever de votar no próximo dia 05 de dezembro das 14.00 às 17.00 horas, com a garantia de que a Associação saberá fazer cumprir todas as regras sanitárias em vigor.

Não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colmeia com medo das picadelas das abelhas. William Shakespeare.

Se discorda da situação existente, deve participar na mudança e ajudar a Associação a crescer. É a sua Associação, e por isso sua obrigação participar numa solução, ainda que diferente da nossa. Alhear-se é fugir das “picadelas”. Somos a Equipa A

Filipe Graça