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A possibilidade de encerramento da maternidade da ULS Médio Tejo, situada no Hospital de Abrantes, está a gerar crescente preocupação entre utentes e autarcas da região. O tema ganha força num momento em que, na Península de Setúbal e na zona do Estuário do Tejo, populações e responsáveis políticos têm vindo a manifestar-se contra o fecho das urgências obstétricas e maternidades.

Na lista de unidades em risco de encerramento — após a criação das chamadas urgências regionais — surgem os hospitais de Setúbal, Barreiro, Vila Franca de Xira e também Abrantes, o que coloca o Médio Tejo em alerta.

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Os utentes da região já recolheram mais de 23 mil assinaturas a defender a manutenção da maternidade, enquanto vários autarcas têm assumido publicamente posições contra um eventual encerramento. A medida, caso avance por decisão governamental, é considerada lesiva para as populações, para os profissionais de saúde e para o território, que ficaria mais vulnerável e com maior distância a serviços essenciais.

A reivindicação é clara: garantir o funcionamento permanente da maternidade da ULS Médio Tejo, assegurando que as grávidas da região continuam a ter acesso a cuidados de saúde próximos, seguros e adequados.

A mobilização deverá continuar nos próximos meses, com utentes e autarcas a apelarem à defesa de um serviço considerado fundamental para a coesão e segurança das comunidades do Médio Tejo.

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