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O incêndio que deflagrou na madrugada desta segunda‑feira na empresa RSA – Reciclagem de Sucatas Abrantina, em Alferrarede, Abrantes, obrigou à mobilização de perto de 60 operacionais e levou à evacuação de 14 pessoas, além do encerramento preventivo de três empresas devido ao fumo intenso que se propagou pela zona.

Segundo a Proteção Civil, o fogo começou por volta das 6h00, após a chuva ter atingido uma pilha de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE), onde se encontravam baterias que não deveriam ter sido recebidas, originando a ignição. O responsável da empresa explicou que o incêndio permanece confinado às instalações, mas que a principal preocupação está nas baterias de lítio, que podem voltar a entrar em combustão. Para mitigar esse risco, duas máquinas estão a ser usadas para separar e remexer os resíduos, permitindo aos bombeiros aceder às zonas mais profundas da pilha.

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O comandante dos Bombeiros Voluntários de Abrantes, Duarte André Teodoro, confirmou que se trata de um incêndio industrial envolvendo pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos, o que levou à mobilização imediata de reforços e à instalação de um posto de comando no local, com apoio do Serviço Municipal de Proteção Civil e da empresa.

Apesar de não haver feridos, as autoridades decidiram evacuar 14 pessoas das imediações, que foram temporariamente realojadas em casas de familiares. Três oficinas e empresas situadas a norte da RSA foram encerradas, devido à deslocação do fumo. A Estrada Nacional 2 esteve cortada até às 12h50, para garantir segurança e facilitar a circulação dos meios de emergência.

Às 12h30, o incêndio permanecia ativo mas confinado, com 57 operacionais e 20 viaturas, maioritariamente autotanques, empenhados no combate. A estratégia passa agora por setorizar e arrefecer os resíduos, separando o material para chegar às zonas mais profundas da combustão. O comandante alerta que, mesmo após a extinção das chamas, será necessário manter trabalhos prolongados de rescaldo e vigilância durante vários dias, devido à natureza dos resíduos e ao risco de reacendimentos.

A RSA recebe resíduos metálicos ferrosos e não ferrosos, veículos em fim de vida, pneus usados, resíduos elétricos e eletrónicos, vidro, madeira, plástico e cartão — materiais que tornam a operação complexa e exigente.

Fonte: Rádio Antena Livre Foto: Rádio Antena Livre

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