Os municípios de Tomar e Vila Nova da Barquinha estão a trabalhar numa estratégia conjunta para criar uma grande área empresarial com mais de 100 hectares, numa aposta destinada a reforçar a capacidade de atração de investimento para a região.
A intenção foi revelada pelo presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, durante a última reunião do executivo, onde explicou que o projeto passa pela articulação entre a futura área de atividades económicas da Asseiceira, em Tomar, e a expansão da zona industrial de Vila Nova da Barquinha.
Segundo o autarca, a proximidade das duas áreas permitirá apresentar aos investidores uma oferta única e de dimensão considerável, potenciando a competitividade do território. “Juntos podemos fazer aqui uma zona industrial de dimensões bastante significativas”, afirmou.
A proposta está a ser desenvolvida em articulação com o Município de Vila Nova da Barquinha, envolvendo os responsáveis políticos e as equipas técnicas das duas autarquias. O objetivo passa por criar uma oferta empresarial integrada, numa localização com bons acessos rodoviários e ferroviários.
Tiago Carrão destacou que a região poderá beneficiar da procura associada a setores como a aeronáutica e a defesa, apontando como fatores relevantes o investimento previsto para o aeródromo de Tancos e a proximidade de infraestruturas militares, nomeadamente o Campo Militar de Santa Margarida.
Esta iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla do município tomarense para aumentar a oferta de solo destinado à atividade económica. Além da Asseiceira, a autarquia está também a avançar com a criação de uma nova zona empresarial em Vale dos Ovos, na freguesia da Sabacheira.
O presidente da Câmara reconheceu que a falta de terrenos industriais disponíveis tem condicionado a captação de investimento para o concelho, admitindo que algumas oportunidades já se perderam por incapacidade de resposta. Como exemplo, referiu o interesse demonstrado recentemente por um grupo farmacêutico, para o qual não foi possível disponibilizar um terreno com as características pretendidas.
Para viabilizar os projetos da Asseiceira e de Vale dos Ovos, o município está a promover alterações ao Plano Diretor Municipal (PDM) e processos de reclassificação de solos, procurando acelerar a implementação das novas áreas empresariais.
A autarquia prevê iniciar durante 2027 a aquisição de terrenos para pelo menos uma dessas zonas, admitindo igualmente modelos de parceria com proprietários através de unidades de execução.
No caso de Vale dos Ovos, as primeiras estimativas apontam para um investimento mínimo de cinco milhões de euros, valor que engloba a aquisição de terrenos, a criação de infraestruturas e as obras de urbanização necessárias para acolher futuras empresas.
Entre as intervenções consideradas prioritárias está o reforço da rede de abastecimento de água na Sabacheira, apontado como um requisito essencial para garantir a instalação de novas unidades empresariais.
O tema foi debatido na sequência de questões levantadas pelo vereador Manuel Roque, do PS, sobre a capacidade de atração de investimento do concelho, os prazos para a disponibilização das novas áreas empresariais e a articulação entre desenvolvimento económico e oferta habitacional.
Tiago Carrão concordou que a escassez de solo industrial constitui atualmente um dos principais obstáculos à competitividade e ao crescimento económico de Tomar.
C/Lusa – Foto ilustrativa





















