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A queda de um muro na antiga Escola Camões, no Bairro de Camões, voltou a evidenciar o estado de abandono de um edifício que se encontra devoluto há cerca de três décadas. O incidente ocorreu a 29 de outubro, na parte traseira do imóvel, que chegou a acolher o Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento (CERE).

No local estiveram elementos da Proteção Civil, que procederam à limpeza da área e à remoção de materiais considerados perigosos. As telhas que já tinham caído foram retiradas, bem como outras que apresentavam risco de desprendimento, numa intervenção destinada a garantir a segurança do espaço envolvente.

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Contactado pelo jornal O MIRANTE, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Nelson Cunha, explicou que o município continua impossibilitado de avançar com obras de reabilitação no edifício enquanto não for celebrado um novo protocolo com a Infraestruturas de Portugal (IP). Segundo o autarca, o acordo anteriormente estabelecido perdeu validade por não terem sido realizadas as intervenções previstas dentro do prazo contratual de dois anos.

A autarquia aguarda agora a formalização de um novo entendimento com a IP, que permita assumir responsabilidades sobre o imóvel e avançar com a sua recuperação. Para já, não existe qualquer calendário definido para a resolução do processo.

A situação da antiga Escola Camões tem sido discutida ao longo dos anos em reuniões de câmara e sessões da assembleia municipal, sem que tenha sido encontrada uma solução definitiva para o futuro do edifício.

Em 2018, a Câmara do Entroncamento anunciou um acordo com a Infraestruturas de Portugal para assumir a concessão da antiga escola e do Bairro de Camões por um período de 50 anos, renovável por mais dez. O objetivo passava pela recuperação do património e pela procura de uma nova utilização para o espaço. No entanto, o projeto acabou por não avançar, mantendo-se o imóvel em estado de degradação.

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