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A antiga fábrica da Tupperware, em Montalvo, concelho de Constância, foi vendida por quatro milhões de euros, anunciou esta quinta-feira o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira. O autarca manifestou a expectativa de que o complexo industrial possa voltar a acolher atividade empresarial e gerar novos postos de trabalho.

A unidade industrial, que encerrou a produção em janeiro de 2025 e foi declarada insolvente no mês seguinte, tinha sido colocada em leilão a 14 de outubro com um preço-base de 10 milhões de euros. A melhor proposta apresentada, no valor de 3,8 milhões de euros, acabou por ser rejeitada pela comissão de credores.

Segundo foi agora revelado, a proposta foi posteriormente revista, tendo o comprador aumentado a oferta em 200 mil euros, fixando o valor final da aquisição nos quatro milhões de euros, com o acordo dos trabalhadores.

Sérgio Oliveira considerou a venda um passo importante, embora tenha lamentado que o montante alcançado fique abaixo das expectativas iniciais. O presidente da Câmara estimou que os antigos trabalhadores recuperem entre 40% e 45% dos créditos reclamados no processo de insolvência.

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O comprador é uma empresa do setor da cutelaria com atividade industrial no distrito de Leiria. Para já, não são conhecidos os planos para as instalações localizadas na zona industrial de Montalvo.

Também o administrador de insolvência, Jorge Calvete, confirmou a concretização do negócio, adiantando que o valor obtido deverá permitir liquidar cerca de metade dos créditos dos trabalhadores.

Rui Caseiro, antigo funcionário da empresa e um dos trabalhadores que acompanhou o processo de insolvência, explicou que a aceitação da proposta resultou do receio de uma eventual desvalorização dos ativos caso o processo se prolongasse. Segundo indicou, cerca de 192 ex-funcionários mantêm créditos por receber.

A antiga fábrica da Tupperware chegou a empregar cerca de 260 trabalhadores e integra três edifícios, terrenos e equipamentos destinados à transformação de plásticos. O leilão realizado em outubro terminou sem adjudicação imediata, uma vez que as propostas apresentadas ficaram abaixo dos valores-base definidos para o complexo industrial.

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