Portugal vive hoje um dos fenómenos astronómicos mais marcantes do século: o eclipse solar de 12 de agosto de 2026, visível em todo o território nacional e com ocultação superior a 90% na maioria das regiões. No Médio Tejo, o eclipse será parcial mas muito expressivo, com início por volta das 18h37, máximo às 19h34 e fim cerca das 20h29, segundo dados nacionais de referência para o distrito de Santarém .
Embora a totalidade só ocorra numa faixa muito estreita do distrito de Bragança, o fenómeno será igualmente impressionante no Médio Tejo, coincidindo com o pôr do sol e proporcionando um ambiente visual raro. A ULS do Médio Tejo reforça que a observação deve ser feita com extrema cautela, seguindo as recomendações oficiais da Direção‑Geral da Saúde .
Cuidados obrigatórios para observar o eclipse
- Nunca olhar diretamente para o sol sem proteção adequada. Mesmo alguns segundos podem causar lesões irreversíveis na retina.
- Usar apenas óculos certificados ISO 12312‑2, com marcação CE.
- Não utilizar telemóveis, câmaras, binóculos ou telescópios sem filtros solares próprios.
- Evitar improvisar proteção com radiografias, vidros fumados, CDs ou óculos de sol — nenhum destes materiais filtra a radiação invisível perigosa.
- Observar apenas por breves momentos, fazendo pausas frequentes.
- Em caso de visão turva, manchas escuras ou dor ocular, contactar de imediato o SNS 24.
Um momento histórico
Este eclipse é o primeiro eclipse solar total visível em território nacional desde 1912 e o próximo só acontecerá em 2144, tornando o fenómeno de hoje uma oportunidade única para toda a população portuguesa .
Com o Médio Tejo a receber milhares de visitantes nesta época de verão, o fenómeno deverá atrair curiosos e entusiastas da astronomia para vários pontos da região, desde miradouros naturais a zonas ribeirinhas com horizonte desimpedido.




















