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A vigília popular convocada pelas Comissões de Utentes dos Serviços Públicos da Região do Médio Tejo reuniu ontem, 20 de julho de 2026, cerca de duas centenas de pessoas em Árgea, Torres Novas, numa ação de protesto contra a instalação de unidades de produção de biometano junto a zonas habitacionais. A iniciativa decorreu em frente à igreja local e contou com a participação de moradores de Árgea, Lamarosa, Barroca, Casal Sentista, Torres Novas, Entroncamento e outras localidades próximas.

Ao longo da vigília, foram recordadas as reivindicações das populações e das organizações envolvidas, com destaque para o abaixo‑assinado que já reuniu mais de seis mil assinaturas. O documento, citado repetidamente durante as intervenções, sublinha que os cidadãos não são contra fontes alternativas de energia, como o biometano, mas rejeitam a instalação de unidades industriais junto a habitações ou zonas de atividade humana. Entre as preocupações apontadas estão os grandes consumos de água, a chegada diária de 270 toneladas de estrume, chorume, animais mortos e gorduras, o aumento de tráfego pesado em estradas estreitas, o risco de contaminação atmosférica e de linhas de água, a desvalorização do património e a perda de qualidade de vida e de saúde. As populações das freguesias a nascente de Torres Novas e dos concelhos limítrofes do Entroncamento, Vila Nova da Barquinha e Tomar são apontadas como as mais afetadas. “As populações merecem viver em ambientes saudáveis”, reforça o texto.

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Durante o encontro foram apresentadas propostas de ação para o futuro próximo, com o compromisso de manter uma atividade permanente de contestação. Entre as medidas anunciadas estão o contacto direto com as populações e entidades locais, a elaboração de uma exposição dirigida aos grupos parlamentares da Assembleia da República, a deslocação de representantes e cidadãos à Assembleia para entregar o abaixo‑assinado, a eventual realização de reuniões públicas em Torres Novas e Entroncamento, além de outras iniciativas destinadas a impedir a instalação da unidade de biometano junto de Árgea e das restantes aldeias envolvidas.

As Comissões de Utentes destacaram que todas as ações — individuais, coletivas ou institucionais — serão valorizadas, reafirmando que a defesa da saúde pública, da segurança e da qualidade de vida das populações continuará a orientar a mobilização regional

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