A Fundação Mendes Gonçalves quer mudar a forma como creches, jardins‑de‑infância, escolas e famílias pensam os espaços onde as crianças fazem as suas refeições. Através do projeto “Ambientes que Nutrem”, a instituição propõe um conjunto de recomendações estratégicas que defendem que estes locais devem ser entendidos como espaços de saúde, educação, sustentabilidade e desenvolvimento, e não apenas como áreas funcionais destinadas a comer.
A posição surge no âmbito do programa Nutrir, através do qual a Fundação tem promovido uma visão integrada que articula alimentação, ambiente e desenvolvimento infantil. No documento agora divulgado, a organização sublinha que o espaço de refeição influencia a relação da criança com a comida, com os outros e com o mundo, funcionando como um contexto de aprendizagem social, emocional e nutricional.
Para a Fundação, é essencial que decisores, instituições e famílias adotem práticas que tornem estes espaços mais saudáveis, educativos e sustentáveis, garantindo que todas as crianças, independentemente do contexto em que crescem, têm acesso a ambientes alimentares adequados ao seu desenvolvimento. As recomendações apresentadas cruzam áreas como nutrição, educação, psicologia, arquitetura, saúde pública e sustentabilidade, procurando criar uma visão comum sobre o que deve ser um espaço de refeição de qualidade na primeira infância.
Entre os princípios defendidos estão a valorização do momento da refeição como tempo educativo e relacional, a promoção da autonomia da criança, a qualidade da interação com os adultos, a organização das rotinas e a integração de práticas sustentáveis que aproximem as crianças da origem dos alimentos e do território onde vivem.
Tiago Pereira, CEO da Fundação Mendes Gonçalves, sublinha que “os espaços de refeição também educam e, por isso, devem ser pensados com intencionalidade”, defendendo que transformar conhecimento em orientações concretas é fundamental para apoiar quem trabalha diariamente com crianças e quem decide sobre os ambientes educativos.
Com estas recomendações, a Fundação pretende impulsionar uma nova etapa no debate sobre alimentação na primeira infância, orientada para a ação e para a implementação de soluções no terreno. A ambição é apoiar instituições, famílias e decisores na criação de ambientes de refeição mais conscientes, equitativos e alinhados com as vivências reais das crianças, reforçando o compromisso com uma abordagem integrada ao desenvolvimento infantil.


















