O Relatório de Gestão da CIM Médio Tejo, referente ao ano de 2025, foi aprovado por unanimidade na Assembleia Intermunicipal que se realizou esta quarta-feira, dia 15 de abril, em Tomar.
O documento apresentado aos deputados intermunicipais pelo Presidente da CIM Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, evidencia a consolidação de projetos estruturantes e o avanço de iniciativas estratégicas para o desenvolvimento integrado da região. O valor total de execução foi de 18.715.600,75€ ao nível da receita e de 17.399.888,57€ ao nível da despesa.
No que respeita à execução de projetos, foram destacados os Espaços de Cowork, a Inovação Social, a Gestão Integrada de Proteção Civil e Florestas, a Melhoria da Mobilidade, a Adaptação às Alterações Climáticas, a Educação de Excelência, o Médio Tejo Inclusivo, a Estratégia Integrada de Combate à Violência Doméstica e Promoção da Igualdade de Género e a Afirmação Territorial do Médio Tejo, tendo mais de dois terços destes projetos uma taxa de execução física acima dos 95%.
Ações realizadas em 2025 nas áreas de intervenção da CIM Médio Tejo
Fundos Comunitários
O ano de 2025 representou a operacionalização efetiva do Contrato para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da CIM Médio Tejo, celebrado entre a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo) e a Autoridade de Gestão do Programa Regional Centro 2030 a 08.04.2024, com a abertura de avisos de concurso, submissão de candidaturas e/ou aprovação e execução das operações intermunicipais, no âmbito da Educação, Proteção Civil, Inovação e Turismo.
Habitação
No final de 2025 encontravam-se celebrados 51 Acordos de Colaboração, no âmbito do Protocolo de Cooperação para Projetos de Habitação a Custos Acessíveis do Médio Tejo, celebrado entre o IHRU e a CIM Médio Tejo em 2023, que permitirão a construção ou reabilitação de 564 fogos, envolvendo um investimento total de 82.496.156,91€ (IVA incluído).
Educação
Nesta área, impulsionada pelo PEDIME (Plano Estratégico de Desenvolvimento Intermunicipal da Educação), realizaram-se em 2025 mais de 6000 ações individuais ou de grupo junto da comunidade escolar da região do Médio Tejo, envolvendo milhares de alunos do pré-escolar, ensino básico e ensino secundário.
Estas atividades integram diversos programas e estratégias, envolvendo espetáculos de teatro, encontros com escritores e visitas de estudo, assim como sessões Ciência Viva no Médio Tejo, EXPERIMENTA + CIÊNCIA, Mochila Cultural Médio Tejo, Educação para a Transição Digital e de Correção da Acuidade Visual e Auditiva no pré-escolar.
O ano de 2025 coincidiu com o término da fase III do PEDIME, a 31 de agosto, e o início da preparação da fase IV do projeto, com duração de 36 meses (de 01.09.2025 a 31.08.2028).
Social
No que respeita à candidatura Maria III – Estratégia Integrada de Intervenção para a área da Violência Doméstica e de Género no Médio Tejo, foi republicado o aviso n.º PESSOAS-2023-4, prolongando o prazo de execução da operação até 30.06.2026 e passando o montante financeiro para um Investimento total e elegível de 276.120,47€.
Em 2025, a RAP – Resposta de Apoio Psicológico para crianças e jovens vítimas de Violência Doméstica acompanhou 28 crianças / jovens e fez 406 atendimentos, dos quais 43 online e 363 presenciais. A estes números juntam-se outras diligências e ações de sensibilização nas escolas sobre a Violência no Namoro.
Proteção Civil e florestas
No âmbito da Gestão Integrada de Proteção Civil e Florestas, em 2025 aprovou-se a aquisição de meios operacionais, incluindo veículos, módulos intermutáveis e uma embarcação multiusos. Foi, igualmente, celebrado um protocolo com a ANEPC destinado a assegurar a operacionalidade das torres de videovigilância e consolidou-se o processo de deteção e combate à vespa velutina, suportado por uma aplicação digital utilizada pelos municípios, entidades adjudicantes e pela CIM Médio Tejo.
Em 2025, as brigadas de sapadores florestais realizaram silvicultura preventiva em 251 hectares e estiveram fortemente empenhadas no DECIR, com 61 dias de atuação (face aos 20 previstos), focados em vigilância, primeira intervenção e rescaldo, com pré-posicionamento em vários municípios. Foram ainda realizadas 339 horas de formação e implementados sistemas de monitorização de viaturas e reporte mensal no SISF do ICNF.
Mobilidade
Na área da mobilidade, registaram-se cerca de 4.500 passageiros mensais em 81 circuitos intermunicipais no Transporte a Pedido, cuja rede foi revista no município de Ourém, onde a procura aumentou 119%.
Este serviço de transporte público foi complementado pelo “meioE”, contribuindo para a descarbonização com a utilização de viaturas elétricas, foi operacionalizado um novo modelo de funcionamento do “LINK”, com maior flexibilidade horária e rotas otimizadas.
A nível tarifário, foi introduzido o Passe de Linha a 5 euros, acompanhado por cerca de 9.500 passes mensais para jovens e estudantes e 2.500 passes gratuitos para maiores de 65 anos e utilizadores urbanos.
O sistema intermunicipal de bicicletas elétricas “meioB” contabilizou 5.066 viagens mensais em 68 estações, tendo sido aprovada a sua expansão com mais 37 estações.
Cultura e Turismo
Em 2025, a CIM Médio Tejo iniciou o projeto “Produtos Turísticos Integrados do Médio Tejo 2030”, que engloba os eixos do Turismo Cultural (Rota dos Templários), o Turismo Religioso (Fátima) e o Turismo Criativo. A estratégia foca-se na melhoria da experiência dos visitantes, na promoção do destino e na articulação entre agentes turísticos, visando aumentar a competitividade da região.
Paralelamente, foi dada continuidade ao programa cultural CAMINHOS, valorizando a identidade e o património local. No Turismo Náutico, arrancou o projeto “Castelo de Bode 365”, para promover o destino ao longo de todo o ano. Prosseguiram também os trabalhos ligados à candidatura PROVERE “Náutica do Centro de Portugal”, cujo plano de ação já está em execução.
Ambiente
A CIM Médio Tejo deu continuidade à na promoção do hidrogénio, que tem vindo a fazer desde 2018 e com destaque para diversas ações desenvolvidas no projeto UNLOCK, desde 2024, com foco na adoção do hidrogénio verde pelas PMEs e na cooperação europeia para crescimento sustentável e emprego.
Na adaptação às alterações climáticas, deu-se seguimento ao projeto RESIST, com ações de reflorestação e valorização de biomassa, incluindo plantações em Mação para reduzir riscos de incêndio. A transição energética é outra prioridade, tendo continuado os trabalhos para a criação de uma Comunidade de Energia Renovável intermunicipal, incluindo o estudo da sua viabilidade económica.
Manuel Jorge Valamatos, destacou a relevância do relatório de gestão, considerando-o “um documento importante, que é a prestação de contas da comunidade intermunicipal do Médio Tejo, com um resultado financeiro equilibrado e, também, capaz de responder aos desafios do futuro. Julgo que foi um momento de afirmação desta comunidade para este território.”
Segundo o Presidente da CIM Médio Tejo, trata-se igualmente de um “documento estruturante, que valida áreas e componentes muito relevantes da vida da nossa comunidade, nomeadamente os transportes públicos e um conjunto de iniciativas no domínio da mobilidade, que constituem uma das grandes responsabilidades da comunidade intermunicipal. Este resultado financeiro explica o trabalho, a dedicação de muitos profissionais e de uma organização ao serviço de uma comunidade inteira.”
















