Os deputados do PS eleitos por Santarém querem uma solução estrutural para os problemas da Ponte Isidro dos Reis, na Chamusca, agravados pelas intempéries das últimas semanas. Hugo Costa e Marcos Perestrello afirmam que as cheias tornaram ainda mais visíveis as fragilidades da travessia e a falta de alternativas viárias na região.
Os parlamentares enviaram várias perguntas ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, chamando a atenção para o atraso na concretização do corredor A13/IC3, incluindo a ligação Almeirim–Vila Nova da Barquinha, considerada essencial para melhorar as acessibilidades e as travessias do Tejo.
Numa nota enviada ao EOL, os deputados referem que as populações da Chamusca, Golegã e concelhos vizinhos têm enfrentado semanas de incerteza e dificuldades na mobilidade diária. Recordam que a ponte é usada por trabalhadores, estudantes, utentes de serviços de saúde e empresas, e que os sucessivos condicionamentos, encerramentos e limitações a veículos pesados têm obrigado a desvios longos, com custos para famílias e economia local. A situação tem também afetado serviços básicos, como a recolha de resíduos e o acesso aos CIRVER.
Os deputados defendem que o problema não pode ser tratado como um episódio isolado e que é necessário um planeamento que dê prioridade a uma solução definitiva para a travessia do Tejo, garantindo mobilidade e resiliência na região. A partir daí, consideram que deve avançar a requalificação da restante rede viária estruturante.
Entre as questões dirigidas ao Governo, querem saber que intervenções imediatas e estruturais estão previstas para garantir a segurança e durabilidade da ponte, qual o calendário e financiamento para essas obras e que medidas serão tomadas enquanto persistirem os constrangimentos. Perguntam ainda qual é a avaliação estrutural atual da ponte e dos acessos, sobretudo após as cheias.
Os deputados pedem também esclarecimentos sobre o ponto de situação da obra da A13/IC3 entre Almeirim e Vila Nova da Barquinha, incluindo datas previstas para lançamento, início e conclusão. Por fim, questionam se o Governo pondera construir uma nova travessia do Tejo ou outra alternativa estrutural que resolva os problemas da ponte e aumente a resiliência da mobilidade regional, e qual seria o modelo e o calendário dessa solução.

















