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O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo voltou a emitir, na noite de 3 de fevereiro, um aviso à população, confirmando a manutenção de caudais muito elevados no rio Tejo e nos seus afluentes. Apesar de uma ligeira descida no rio Sorraia, os níveis hidrométricos continuam altos e instáveis, mantendo dezenas de vias cortadas em vários concelhos da Lezíria do Tejo e Médio Tejo.

Em Salvaterra de Magos, persistem cortes na Estrada do Paul, na Rua da Caseta, no troço entre Alves Redol e Escaroupim e na estrada do Massapez. No Cartaxo, continuam submersas a EN 114‑2, a EN 3‑2 entre Reguengo e Valada, a Rua Prof. Fernando Jaime Soares da Costa e a EM587.

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O concelho de Santarém mantém igualmente várias vias intransitáveis, incluindo a Ponte de Alcaides, a Ponte do Alviela, a Estrada do Campo em Vale de Figueira, o cais da Ribeira de Santarém e a Estrada do Livramento, em Pernes. Há ainda cedência de taludes e isolamento de povoações, como o Reguengo do Alviela.

Na Golegã, continuam inundados campos agrícolas nas freguesias de Golegã, Azinhaga e Pombalinho, enquanto a ponte da EM572 permanece em risco de colapso. Várias estradas municipais e nacionais permanecem submersas.

Os impactos estendem‑se a outros concelhos da região. Em Abrantes, a estação de canoagem de Alvega está parcialmente inundada. Em Constância, o parque de estacionamento e a Rua do Tejo encontram‑se submersos, e a Estrada do Campo, na Ribeira de Alcolobre, está parcialmente inundada. Em Torres Novas, estão submersas a Estrada Municipal 570 e a Estrada Rural Ribeira Branca – Zibreira e Casal da Pinheira.

Em Vila Nova da Barquinha, o estacionamento e o Cais do Almourol estão totalmente submersos, enquanto o cais de Tancos se encontra parcialmente inundado e o Parque Ribeirinho permanece interdito. No Sardoal, está inundada a margem esquerda da Área de Lazer da Lapa. No Entroncamento, confirma‑se a interdição da Estrada Municipal 1179.

A Proteção Civil alerta para a possibilidade de novas inundações urbanas, cheias rápidas, instabilidade de taludes e formação de lençóis de água, agravadas pela manutenção dos caudais elevados devido às descargas das barragens da bacia do Tejo.

As autoridades recomendam que a população retire equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens das zonas inundáveis, salvaguarde os animais em locais seguros e evite atravessar estradas ou zonas alagadas, seja a pé ou de viatura. A população deve manter‑se informada através dos canais oficiais e seguir todas as indicações das autoridades.

A situação está a ser monitorizada permanentemente e novos comunicados serão emitidos sempre que necessário.

 

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