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Vila Nova da Barquinha assinalou, nos dias 28 e 29 de março, o Dia Nacional dos Centros Históricos com um programa que uniu património, história e expressão artística, sob o mote “O Almourol de Herculano: Património, Arte e Memória”. A iniciativa foi promovida pelo Município, em colaboração com a investigadora local Rita Inácio e com as juntas de freguesia do concelho.

O tema escolhido evocou a passagem de Alexandre Herculano pelo território no século XIX, destacando a influência que o Castelo de Almourol e a paisagem ribeirinha exerceram sobre o escritor e historiador. Essa ligação serviu de fio condutor para um conjunto de atividades distribuídas por várias localidades do concelho.

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Entre os momentos mais marcantes esteve a inauguração da exposição “Almourol Oitocentista”, que revisita o imaginário romântico associado ao monumento. O programa integrou ainda jornadas de história local, um percurso pedestre interpretativo entre o Ozêzar e o Castelo de Almourol, e a recolha de testemunhos orais junto da comunidade, valorizando memórias e vivências que ajudam a construir a identidade barquinhense.

O encerramento decorreu na Igreja Matriz de Atalaia, com um espetáculo de fado que reuniu dezenas de participantes e encerrou simbolicamente dois dias dedicados ao património cultural do concelho.

Com esta iniciativa, o Município procurou reforçar a importância dos centros históricos enquanto espaços vivos, promovendo a participação da comunidade e sublinhando o papel do património como elemento agregador e diferenciador do território.

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