É um cenário de devastação aquele que encontrámos em Abrantes, Constância, Vila Nova da Barquinha, Golegã e demais concelhos afetados pelo subir do caudais do Rio Tejo.

Tancos
A proteção civil, os municípios e o exército não têm mãos a medir enquanto tentam minimizar os estragos. Prevenção e esperança.
Dezenas de milhares de sacos com areia estão a ser colocados junto de portas, janelas, habitações e comércios.

Vila Nova da Barquinha
Há quem nunca tenha visto nada assim, como uma cidadã que tem casa de férias na zona ribeirinha de Constância: “ a minha casa está completamente submersa. Não vou salvar nada. É uma catástrofe”.

Já em Vila Nova da Barquinha havia pessoas estanques, com o pés na calçada, como um cidadão de cerca de 70 anos a observar com parcimónia o subir ou descer das águas. A vinte metros, o exército enchia sacos com areia a preparar o pior cenário.
Desde que o EOL saiu de junto do cidadão parcimonioso até ao camião do exército, a água subiu um metro na calçada.

Centro Cultural de VN Barquinha
Segundo o EOL conseguiu apurar, a madrugada não se espera difícil. Ou por outra, mais difícil que esta tarde.
Mas os próximos dias vão ditar os estragos. Se chove muito ou não. Se as barragens aguentam a pluviosidade ou não…

Tancos
Como disse um funcionário da autarquia de Constância: “isto tem tudo para correr mal, a natureza é o que é”. De cigarro na boca e olhar contemplativo acabaria por deixar um apelo “que deus nos ajude”. Credos são bálsamo para o que não se controla. Mas credos são o que mais seguro se tem.

Paços do concelho VNB
Isso e a proteção civil, os serviços dos municípios, incansáveis. A água pode subir, nas cheias mais devastadoras dos últimos 25 anos, mas os municípios estão mais prontos, mais qualificados, mais longe de precisar de ajuda divina para minimizar estragos.
Texto e fotos : Ricardo Alves

















