A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo registou, em 2025, 5 054 dádivas de sangue, asseguradas por 3 841 dadores, que permitiram responder às necessidades assistenciais de 1 761 doentes da região.
Ao longo do ano, 2 369 pessoas realizaram uma dádiva benévola de sangue nos Hospitais da ULS Médio Tejo, 1 017 realizaram duas e apenas 455 dadores efetuaram três ou mais dádivas, dados que evidenciam o impacto que a regularidade pode ter. Uma maior proporção de dadores a realizar três a quatro dádivas por ano, dentro dos intervalos de segurança clinicamente recomendados, permitiria reforçar de forma muito significativa as reservas de sangue disponíveis, garantindo uma resposta mais consistente às necessidades assistenciais ao longo de todo o ano.
A partir das dádivas realizadas, foi possível produzir 6 106 componentes sanguíneos em 2025, incluindo concentrados de eritrócitos, plaquetas e plasma. Deste total, 4 230 componentes foram efetivamente transfundidos, assegurando resposta clínica em serviços com elevado consumo, como os Serviços de Urgência, Cuidados Intensivos, Ortopedia, Medicina Interna e Oncologia.
“O sangue não se fabrica e não se substitui. Depende exclusivamente da generosidade das pessoas, dadores de sangue benévolos. Cada dádiva é uma decisão que salva vidas, muitas vezes de forma silenciosa, mas absolutamente determinante”, lembra Sandra Sousa, Diretora do Serviço de Imunohemoterapia da ULS Médio Tejo.
A dádiva de sangue na ULS Médio Tejo é maioritariamente assegurada por adultos em idade ativa, com particular destaque para os dadores entre os 45 e os 65 anos e entre os 25 e os 44 anos. Em 2025, os jovens entre os 18 e os 24 anos registaram um ligeiro aumento, representando cerca de 10,5% do total de dadores, um valor ainda reduzido que reforça a importância da renovação geracional.
“É fundamental assegurar a renovação geracional dos dadores de sangue. O processo é seguro, simples e absolutamente essencial para o funcionamento do sistema de saúde. Doar sangue é um verdadeiro ato de cidadania e de responsabilidade coletiva”, sublinha Casimiro Ramos, Presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo.
Por detrás de cada dádiva de sangue colhida na ULS Médio Tejo existe um sistema altamente rigoroso, sustentado por procedimentos técnicos exigentes e por tecnologia avançada, que asseguram elevados padrões de qualidade e segurança em todo o processo. Em cada dádiva é utilizado um saco de colheita, ao qual é associada uma etiqueta RFID, que permite a identificação e a rastreabilidade completa da unidade de sangue e dos respetivos componentes ao longo de todo o circuito transfusional — desde a colheita, passando pelo processamento, armazenamento e distribuição, até à sua administração ao doente.
Num contexto em que as necessidades clínicas aumentam e as dádivas se mantêm estáveis, a ULS Médio Tejo reforça o apelo à participação da comunidade. Grande parte da população adulta é elegível para a dádiva benévola de sangue, desde que tenha entre 18 e 65 anos e um peso igual ou superior a 50 quilos. Os homens podem doar sangue de três em três meses e as mulheres a cada quatro meses, sendo o limite de idade para uma primeira dádiva os 60 anos.
O gesto de doar sangue é indolor, seguro e pode salvar a vida de até três pessoas vítimas de acidentes, de cancro ou portadoras de doenças hematológicas. O procedimento é simples e rápido, não excedendo os 45 minutos, incluindo a consulta médica prévia à colheita.
Para maior comodidade dos dadores da região, a ULS Médio Tejo disponibiliza colheitas de sangue aos sábados, de forma rotativa, estando os horários atualizados no website da instituição




















