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Nasceu na Av. Forças Armadas mais uma rotunda, presume-se para “embelezar” o novo hipermercado Pingo Doce. Presume-se de igual forma que o Município/Junta deverá ter entendido que toda a população do distrito se vai deslocar ao referido hipermercado. Para quem conhece o local antes/depois não se justifica tal obra uma vez que o cruzamento em T não a exigia. O trânsito local não é excessivo e, que se tenha visto, não havia qualquer dificuldade no escoamento. Pelo que se presume que tal obra tenho tido como único fundamento a teoria do “fica bem/é bonito”. O documento síntese “Dimensionamento de Rotundas – Disposições normativas do IIER.IP” na sua secção 2.2 define a aplicabilidade das rotundas. Nada nesta secção justifica/fundamenta a construção da referida rotunda. Contrariamente, mesmo que se pretenda definir aquilo como uma “mini-rotunda” a velocidade adequada (25 km/h) contribuirá para a aglomeração de trânsito. Mas tem-se sérias reservas que o responsável da Junta conheça o referido documento síntese e reservas iguais se têm para o respetivo Município. Veja-se na respetiva rotunda as marcas de rodados de pesados que nela já circularam, por cima da mesma, e adivinham-se as dificuldades verificadas na mobilidade dos transportes colectivo com destino aos acessos desportivos ou nos transportes de pesados com acesso ao hipermercado. É certo que qualquer “básico neste país” consegue chegar a autarca. É certo que, por isso, se verifiquem por todo o lado “bimbalheiras” como aquela fundamentadas apenas na teoria do “fica bonito” sem grande utilidade e com gastos fúteis. Atente-se que na referida Avenida ainda existem muitas intersecções em T onde o Município/Junta podem fazer mais rotundas porque “fica bonito”. Os que não habitam naquela zona são levados a presumir que ali o munícipe deve ter capacidade de 5 votos por cabeça, como nos clubes de futebol, e os outros 1 voto à cabeça tal a preocupação da Junta em “embelezar” a zona. Veja-se, por exemplo, as duas rotundas da Rua Elias Garcia/Estrada da Meia-Via, antes do viaduto que estão a criar mato! Constata-se que neste país, além da realidade/visão “básica” dos respetivos gestores ainda se gerem espaços geográficos como “lá em casa mando eu”. Sugere-se ao Município a implantação da estátua do autor na respetiva rotunda para todos conhecerem o exemplo do que não se deve fazer em vias rodoviárias.

Joao Ramos/Entroncamento

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