Foto RCE
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Em cerimónia efetuada esta quarta-feira, dia 19, os rotários do Entroncamento homenagearam os Profissionais de Saúde da região do Médio Tejo, como Profissional do Ano 2020-2021, pelos seus serviços relevantes e reconhecido mérito no combate ao Covid 19 nas diversas unidades de saúde da região do Médio Tejo.

Num ano dominado pelas sequelas da pandemia na sequência do SARS – Covid 19, que tem assolado o Mundo à escala global e em particular os portugueses, desde princípios de 2020 e as suas repercussões na Saúde em geral e nos respetivos profissionais que estiveram na linha da frente do combate contra o vírus, estes profissionais de forma abnegada e com grande sentido de missão e solidariedade dedicaram-se a servir e cuidar dos doentes, COVID e não COVID, muitas vezes em prejuízo próprio e das suas famílias, e pondo em risco a sua própria vida, sendo garantes da sustentabilidade e capacidade de prestar cuidados de saúde e cuidados intensivos a todos quantos deles necessitaram.

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Além da sua ação na linha da frente no combate à pandemias em fases críticas que o País atravessou, o seu papel também é determinante para a implementação do Plano de vacinação em curso com o objetivo de proteger inicialmente os mais debilitados e com vista a atingir a imunidade de grupo o mais rápido possível.

A representação dos profissionais esteve a cargo do Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, o Dr. Carlos Cortes em nome de toda a classe médica, do Presidente da Ordem dos Enfermeiros do Sul, o Enfermeiro Sérgio Branco em nome de toda a classe de enfermagem e da D. Adélia Cabaço em nome dos Assistentes operacionais e ação médica.

Participou na cerimónia o Governador do Distrito 1960, Roberto Carvalho, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire e a Vice-Presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Ilda Joaquim.

Na alocução que proferiu o Enfermeiro Sérgio Branco enalteceu o espírito de equipa e de missão de todos os profissionais de saúde, e em representação dos enfermeiros fazer uma dedicação especial, considerando que todo o trabalho realizado só resultou abdicando estes muitas vezes das famílias, dos seus filhos, para cuidar de quem realmente precisava. Considerando o atual SNS como a maior dádiva da nossa democracia, perante esta crise, o que levou com que o mesmo não colapsasse, “não havendo recursos técnicos, financiamento adequado e recursos humanos suficientes, foi o seu capital humano. Foi a capacidade de entrega, espírito de missão e o profissionalismo de todos os enfermeiros que permitiu que ultrapassássemos uma das piores crises da nossa vida enquanto profissionais de saúde”. Terminou agradecendo em nome dos enfermeiros da região do Médio Tejo esta manifestação de carinho por parte do Rotary Clube do Entroncamento.

O Dr. Carlos Cortes, em nome dos médicos, quis enaltecer o espírito de equipa demonstrado pelos profissionais de saúde, considerando este um prémio não só dos médicos, mas representado todo o esforço que foi desenvolvido no país.

Os princípios dos rotários enaltecidos na introdução da homenagem, confundem-se com os princípios que estão subjacentes ao exercício, ao trabalho dos profissionais de saúde, que é servir os outros antes de se servir a si próprios. Foi assim que os profissionais de saúde se colocaram desde o início desta pandemia. Não deixou de recordar os momentos difíceis, assustadores mesmo, vividos no início desta pandemia, onde entrava o medo com a imagens que nos chegavam de Itália, onde morriam pessoas todos os dias, onde os próprios profissionais não tinham meios para fazer frente à pandemia. Mesmo assim houve um altruísmo muito importante, os profissionais de saúde colocaram-se imediatamente na linha da frente e muitas vezes sem terem condições de segurança para o poder fazer.

Para o Dr. Carlos Cortes, este é um dia de “sentimento de felicidade pelo reconhecimento agora prestado pelos rotários do Entroncamento. Todos os profissionais não trabalham pelo reconhecimento, mas ficam de coração cheio pelo carinho recebido de toda a comunidade”.

Quis também expressar o seu orgulho pelo trabalho desenvolvido na área do Centro Hospitalar do Médio Tejo e a sorte por trabalhar com as pessoas com quem trabalha no hospital e as pessoas com quem teve de lidar nos cuidados de saúde primários no último ano, sentindo muito orgulho em fazer parte da equipa do CHMT.

“O CHMT teve um papel especial no combate a esta pandemia. Todos os hospitais tiveram, mas o CHMT mostrou uma solidariedade ímpar no seio da maior parte dos hospitais, sempre disponível para receber doentes de todo o país, não se fechou, não se enclausurou somente na sua área de influência.

Fazendo parte do SNS, se há doentes de Lisboa, de Aveiro, de outras regiões do país, que precisam de cuidados, nomeadamente cuidados intensivos, o CHMT prontificou-se a recebê-los, a ajudar. Houve um sentimento de solidariedade”.

Ao nível do seu serviço, referiu que foi o serviço de análises que mais diagnósticos fez ao Covid, de todo o país, chegando a fazer 1.500 análises por dia, recebendo amostras de várias zonas do país, Setúbal, Cascais, Lisboa, Santarém, Portalegre, etc., um trabalho gigantesco, em nome da solidariedade.

Terminou fazendo destaque de 3 pontos:

– O SNS deu uma resposta fantástica, sabendo adaptar-se a esta crise, pelo que não tem dúvidas em considerar o melhor sistema de saúde do mundo. Não fosse o SNS, esta situação teria sido muito pior;

– Sentimento de equipa. Não há profissionais de saúde mais importantes que outros;

– Não foram só os profissionais de saúde, foram todos os bombeiros, as forças de autoridade, e destacando o fantástico trabalho do poder local, que se colocaram sempre ao lado dos profissionais de saúde. Grande lição a tirar desta pandemia que ainda não acabou: Cultivar a Solidariedade, não o individualismo.

O Governador do Distrito 1960, Roberto Carvalho, encerrou a sessão afirmando que “em Rotary valorizamos as pessoas e as suas profissões que colocamos ao serviço das respetivas comunidades”, congratulando-se com este tributo aos profissionais da saúde que esta crise pandémica tornou mais visível e valorizada. Também que “o movimento rotário nacional teve a capacidade de se adaptar à nova realidade e fazer face às necessidades que esta crise pandémica trouxe. Assim através da sétima ênfase, Prevenção e Tratamento de Doenças, foi possível dar prioridade ao apoio ao combate ao Covid 19, tendo em março de 2020, o Rotary recolhido cerca de meio milhão de euros para aquisição de material de proteção, não descurando outras doenças, designadamente o programa de combate à poliomielite, a hepatite, o Alzheimer e as diabetes, através dos respetivos programas lançados para esse efeito. Apesar da pandemia e das inúmeras dificuldades, houve capacidade de nos adaptarmos e continuar a servir, destacando que que o Distrito 1960 teve um crescimento do seu quadro social, aumentando em número de clubes (1 novo Clube rotário, um Rotaract e um Interact),  e de sócios rotários”.

 

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