Foto EOL
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A MEDWAY está a preparar um armazém de manutenção e reparação de locomotivas no Entroncamento, onde vai investir na criação de uma área de cerca de 50 mil m2, representando um investimento de 28 milhões de euros e assegurará um total de 120 postos de trabalho.

Contactada pelo EOL a Medway referiu que “o objetivo é assegurar a atividade de manutenção de 34 locomotivas a diesel e 2.500 vagões para transporte de mercadorias, contando com a experiência e competência no saber fazer específico que caracteriza esta atividade, com a finalidade de reduzir a imobilização da nossa frota aos 5%, que é o padrão europeu”, salientando que “a MEDWAY vê com bons olhos a iniciativa do Governo de ter um cluster ferroviário em Portugal e, além da manutenção do seu material circulante, a Empresa pretende alargar a prestação dos serviços de manutenção e reparação a operadores ferroviários da Península Ibérica”.

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A Medway – Transportes e Logística, é uma operadora ferroviária privada portuguesa, especializada no transporte de mercadorias, e é detida na sua totalidade pela MSC Rail, uma subsidiária da gigante internacional suíça Mediterranean Shipping Company (MSC). É a maior operadora ferroviária de mercadorias de Portugal, com cerca de 90% de quota de mercado. A sua principal concorrente é a operadora ferroviária Takargo.

Criada, originalmente, como uma das Áreas de Negócio da CP – Comboios de Portugal e com o nome de CP Carga SA, foi privatizada em janeiro de 2016 e vendida à MSC Rail, que era o seu maior cliente.

Além das oficinas, a MEDWAY pretende ainda criar um centro de formação metalomecânica ligada à ferrovia, quer para formar novos trabalhadores quer para reciclar os existentes, estando, para isso, em contactos com a Câmara do Entroncamento.

Para a Medway “o terminal do Entroncamento já tinha ultrapassado o seu limite de capacidade, por isso a MEDWAY decidiu transferir a atividade deste terminal para o TVT – Terminal Multimodal do Vale do Tejo, uma plataforma logística com capacidade 2x e meia superior, com características de porto seco, assumindo-se como polo agregador e distribuidor de carga e mercadorias para o mercado ibérico e mundial”, referiram os responsáveis pela comunicação da empresa ao EOL.

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