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Iniciamos a publicação de uma série de textos publicados no jornal “O Entroncamento” na coluna “Janela sobre a cidade” da autoria de Maria da Guia Asseiceiro.

“O comboio acelera a vida dos homens”

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A Revolução Industrial começou como é sabido na Inglaterra e por questões de rivalidades alastrou rapidamente por toda a Europa. O Caminho de Ferro foi uma das suas consequências e um dos padrões fundamentais da Era da Máquina.

Os Caminhos de Ferro Portugueses, inauguram o primeiro troço ferroviário entre Lisboa/Carregado e continuam alargando a sua rede.

A 22 de Maio de 1864 foi encontrar-se com a já criada linha férrea Santarém/Abrantes, a importante Linha do Norte.

Ao local deste “encontramento” de linhas férreas, denominadas anteriormente por Charneca da Ponte da Pedra, é-lhe atribuído um nome mais lógico: Entronca…mento.

Há cerca de cento e poucos anos, ainda não estava assinalado no mapa de Portugal.

Nessa altura, conduzido pela máquina a vapor, o comboio percorria montes e vales, ligando o meio rural aos centros urbanos.

A Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses (CP), cria no Entroncamento oficinas de manutenção do material circulante e muitos postos de trabalho. Para aqui se deslocam, vindas de vários pontos do país, famílias inteiras; trazem nos braços a força do trabalho e na bagagem a realização dos seus sonhos.

No último quartel do século XIX circulava pela Europa uma frase que a revolução industrial tornou célebre: “O COMBOIO ACELEROU A VIDA DOS HOMENS”. Hoje, esta ideia pode aplicar-se com toda a propriedade à nossa terra… desta “JANELA ABERTA”, olho a minha cidade e sinto-me orgulhosa!… Alguns de nós, temos o privilégio de ter nascido na Aldeia; brincado na Freguesia; adquirido maturidade no Concelho e ainda termos vida para estarmos atentos às contradições da Cidade.

Maria da Guia Asseiceiro  (1994)

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