A Tesla deixou de ser a marca que mais veículos elétricos vende no mundo, depois de a chinesa BYD ter alcançado cerca de 2,26 milhões de unidades comercializadas em 2025. A fabricante liderada por Elon Musk registou uma quebra anual de 8,6%, totalizando 1,64 milhões de veículos — o segundo ano consecutivo de descidas.
Segundo um relatório divulgado esta sexta‑feira, o último trimestre de 2025 foi particularmente negativo para a Tesla, com as vendas a recuarem 16% para 418.227 unidades. A tendência já se tinha começado a desenhar no final de 2024, quando a BYD ultrapassou a marca norte‑americana nos últimos três meses desse ano, apesar de a Tesla ter fechado 2024 ligeiramente acima no total anual.

A empresa tentou manter o interesse dos investidores com a promessa de introduzir robotaxis — veículos autónomos destinados a operar como táxis — mas, até ao momento, estes apenas estão disponíveis em Austin (Texas) e na área da baía de São Francisco, na Califórnia.
A forte quebra no final de 2025 surge após um terceiro trimestre excecional, impulsionado pelos incentivos estatais à compra de elétricos, entretanto eliminados pela administração de Donald Trump no final de setembro. O fim dos apoios, aliado ao aumento da concorrência internacional, contribuiu para a pressão sobre as vendas da Tesla entre outubro e dezembro.
Para contrariar a tendência, a marca lançou versões mais acessíveis dos modelos Model Y e Model 3, mas a estratégia não foi suficiente para recuperar os volumes de vendas. Ainda assim, as ações da empresa abriram a sessão desta sexta‑feira em Wall Street a subir mais de 1%, após seis dias consecutivos de quedas.
A Tesla prevê vender 1,75 milhões de veículos em 2026, ligeiramente acima do resultado de 2025, e mantém a expectativa de atingir os 3 milhões de unidades até ao final da década.
Ricardo Alves




















