A propósito de um quadro da igreja de Constância, permitam-me que vos apresente uma perspetiva decorrente dum hino do mar morto, que julgo desconhecida do público interessado nestas matérias.
A mãe do messias, do Conselheiro Admirável, graças a ela é que veio ao mundo o seu primogênito, o Salvador. Não é nenhuma barriga de aluguel. Deus não obrigou Maria a aceitar essa missão. Foi o Fiat de Maria que a tornou partícipe da missão do Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. O hino (ver endereço abaixo) é claro e inequívoco, dando como correta a tradução, em como é graças a ela, à mulher que está grávida, que o Homem-Menino será o Salvador de todos… Mas leiam vocês mesmos.
A missão co-redentora da mãe do Menino do livro nono do profeta Isaías, aparece inscrita num documento do século I antes de Cristo. Trata-se dum hino de acção de graças, em forma de comentário , descoberto em 1947, em Qumran. No mar morto. Tem andado mal traduzido. Daí não ser conhecida esta questão da coredenção da mãe do Messias. A Igreja tem muitos inimigos. Até entre os tradutores, judeus,..
Certo é que há uma tradução neste sentido que aponto acima. Abra o link
Relembro que era próprio da cultura semita partir do colectivo para o particular e vice-versa. E assim, a mãe do Conselheiro Admirável, podendo ser a mãe da Igreja, não deixa de ser a mãe do Salvador. Também assim será no livro do Apocalipse…
Não se esqueçam do Magnificat. Maria é a bem-aventurada para todas as gerações
Nota sobre o quadro da foto
– Igreja de Constância. Antigo quartel general de Junot .Uma tela de Domingos Sequeira um pintor partidário de Junot e dos fanáticos liberais mas que no final da sua vida, recolhido em Roma se dedicou à pintura religiosa, em luminosas visões. Não me admiraria se esta tela tivesse sido oferecida pela família Falcão.
Domingos Sequeira foi aluno de António Cavallucci. Produziu composições que revelam influências de Rembrandt e Goya.
Ficou imortalizado com “A morte de Camões”. Fez pinturas decorativas para o Palácio da Ajuda. Expôs no Louvre.
No final da década de 90 o quadro terá sido objecto de uma intervenção polémica por parte de técnicos de Braga. Diz quem sabe que a intervenção deveria ter sido minimalista, reversível, com recurso a pequenos pigmentos a guache, por exemplo. O recurso a óleos (capa), as manchas, e tudo o mais, são questões de interesse público. Não sei se sabem mas o processo de classificação da Igreja tem conhecido nos últimos anos algumas turbulências.
José Luz
Constância



















