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Radicado nos Estados Unidos há largos anos, o Hélder Botto foi uma figura marcante nos anos 70 do século findo pela promoção do desporto na então vila do Entroncamento. Nasceu em 1951, no seio de uma conhecida família do concelho, e, inesperadamente, chegou a notícia da sua morte devido à Covid 19. Assim, neste momento, não é demais destacar a sua singular dedicação na formação de muitos jovens, tendo percebido, como poucos, que o futuro do desporto no Entroncamento passava pelos mais novos.

O Hélder está ligado à evolução do hóquei em patins no União Futebol Entroncamento, graças ao empenho e modo como conduzia os atletas, que sempre o respeitaram e admiraram. Embora não fosse um exímio patinador, as suas qualidades humanas permitiram-lhe orientar com particular sucesso um grupo de jovens hoquistas, que protagonizaram momentos altos da história do clube. Numa das suas vindas à terra natal, a admiração de todos traduziu-se num jantar de homenagem com antigos atletas vindos de diversos pontos do país, tal era o seu perfil agregador.

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No União, de igual modo contribuiu decisivamente para a criação do andebol no Entroncamento, com empolgantes jogos disputados no pavilhão da C.P. Testemunho de um invulgar espírito desportivo, ainda hoje se reúne periodicamente a equipa de que foi jogador e treinador. Nesta modalidade, o Hélder jogou no Sporting Clube de Portugal, do qual era adepto.

A sua singular vocação cívica não esmoreceu na América, tendo fomentado a popularidade do soccer naquele país; foi treinador de futebol nas camadas juvenis do Broomfield, permitindo a muitos jogadores chegar a equipas profissionais e às selecções dos seus escalões etários.

Deste modo, à distância do tempo, o Hélder Botto continua vivo entre todos os que com ele conviveram; a convicção e entrega aos seus ideais, atributos de um líder nato, faz dele uma figura de eleição.

Há, pois, mais uma estrela na constelação das nossas memórias.

José Manuel Ventura

 

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