Tendo em conta a situação de pandemia que o país e o mundo atravessam, as escolas de dança do país uniram-se para que possam iniciar a atividade o mais breve possível e para que possam ser implementadas normas adequadas à prática da dança.
Para tal existe uma petição pública, onde é partilhada uma carta aberta dirigida aos responsáveis do país:
“Exmo. Sr. Presidente da República Portuguesa; Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República Portuguesa; Exmo. Sr. Primeiro-Ministro do XXII Governo da República Portuguesa; Exmos. Srs. Presidentes de Câmara; Exmos. Srs. Presidentes de Juntas de Freguesia e de Uniões de Freguesia
Nos últimos meses o mundo ficou virado do avesso. Vimo-nos confrontados com uma pandemia que colocou a saúde pública e a nossa vida em causa. O mundo parou, a economia parou e o ensino de dança não foi exceção, sendo um dos setores mais afetados.
O setor das escolas de dança envolve aproximadamente 500 escolas de dança, 70000 alunos e 5000 profissionais.
Com um público diversificado, dos 2 aos 90 anos, as escolas de dança sempre colocaram a saúde dos alunos em primeiro lugar. Foram das primeiras instituições a implementar medidas de prevenção e contenção e foram dos primeiros espaços a encerrar (a maioria encerrou a 13 de março).
Após 2 meses e meio encerradas, as escolas de dança têm autorização para abrir a partir de 1 de junho. Contudo, ninguém nos ouviu nem fomos considerados na elaboração das recomendações para o setor. Fomos englobados nas atividades desportivas como se uma aula de grupo de um ginásio fosse igual a uma aula de grupo de dança. O ensino de Dança tem várias especificidades e merece orientações específicas e adaptadas à realidade.
Variados estudos destacam os benefícios da prática de dança para a saúde física e mental. A prática de dança ajudou muitos portugueses a ultrapassar o confinamento e poderá ser uma peça chave na fase de retoma à normalidade proporcionando uma melhoria na qualidade de vida dos Portugueses.
As escolas de dança dinamizam o local onde estão inseridas sendo muitas vezes polos de coesão territorial das respetivas localidades. As escolas de dança funcionam como polos dinamizadores da comunidade, gerando economia na restauração e comércio envolvente. Se as escolas de dança fecharem a economia local irá ressentir-se, dificultando ainda mais a sua retoma.
É também nestas escolas de dança que se formam futuras gerações de bailarinos profissionais. Se as escolas de dança fecharem o futuro da cultura e da dança em Portugal ficará comprometido. Ficaremos sem bailarinos e sem professores de dança.
O ensino da dança merece respeito! O articulado, o integrado, o supletivo, o extra-curricular, o profissional ou amador, nas associações, federações, conservatórios ou empresas, o ensino da dança deve ser resguardado!
Por isso as escolas de dança uniram-se em defesa do ensino da dança em Portugal e em prol de regras e apoios justos e sem discriminações para o setor.
Neste sentido, a Plataforma de Escolas de Dança de Portugal vem pedir que as orientações da DGS sejam adaptadas à realidade do ensino de dança e sejam promovidos apoios para o setor. Abaixo detalhamos as medidas que a Plataforma defende.”

















